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As cotas de TV dos clubes para 2016

Como já vimos aqui na Arena, uma das grandes discussões e um dos fatores que explicam o complicado futebol brasileiro é o financeiro. A divisão de cotas de televisão, tão debatida e discutida. Iniciativas como a Primeira Liga surgiram, dentre outras coisas, por uma divisão mais ~justa~.

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Essa é a cota que a Primeira Liga usou nesse ano – e ainda deu treta…

Como aqui também é preto no branco, o Diário de Pernambuco mostrou os dados do novo acordo de cota entre a Rede Globo e os clubes. TODOS os jogos das Séries A e B são televisionados, pela TV aberta (pela própria Globo ou a Band, a qual recebe alguns jogos por causa desse contrato de cotas) e fechada (através dos canais SporTV e pelo PFC – Premiere Futebol Clube).

Os repasses desse novo contrato são um pouco menos exorbitantes entre si, mas ainda se vê um abismo enorme entre os clubes. Lembrando que essa divisão, dentre outras coisas, é baseada na audiência desses clubes nos grandes eixos. A parte técnica fica um pouco de lado nisso, infelizmente.

Confira aí como ficaram as COTAS FIXAS, sem contar o Pay-per-view.

Cotas para a Série A em 2016

Corinthians e Flamengo – R$ 117 milhões
São Paulo – R$ 110 milhões
Palmeiras – R$ 100 milhões
Santos – R$ 80 milhões
Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo – R$ 60 milhões
Sport, Atlético-PR, Coritiba e Vitória – R$ 35 milhões
Ponte Preta, Chapecoense, Santa Cruz, Figueirense e América-MG – R$ 20 milhões*


Cotas para a Série B em 2016

Vasco – R$ 100 milhões
Goiás e Bahia** – R$ 35 milhões
Todos os demais clubes – R$ 5 milhões

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Proporcionalmente, essa é a divisão de cotas do nosso futebol.

Perceba que o Vasco é um ponto fora da curva da cota para a segundona – que não tem o mesmo espaço na TV quanto a Série A. 17 clubes ganham a cota mínima. Outro detalhe é que a cota de Corinthians e Flamengo JUNTAS cobre a cota de todos os demais clubes.

Perceba que o Cruzeiro, campeão brasileiro em 2013 e 2014 e Atlético-MG, campeão da Copa do Brasil em 2014 ganham quase a metade de Flamengo e Corinthians.

Essa discrepância das cotas não reflete, nem de longe, a realidade. Iniciativas como o Campeonato do Nordeste mostram que os clubes que não são tão interessantes financeiramente no eixo Rio/São Paulo são tão competitivos economicamente em suas regiões quanto o famoso G12 – inclusive o Flamengo viu esse fato e tentou entrar na Lampions.

Uma coisa interessante é que o próximo contrato de cotas não será exclusivo da Globo. O Esporte Interativo entrou nessa, e vários clubes já assinaram com a emissora do Carecation. Mas isso é outra história!

E aí? Achou justa a divisão? Comenta aí!

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Clubes citados no post
                                        
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