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As tretas com Vilas Olímpicas

Desde a abertura da Vila Olímpica para a entrada das delegações que a polêmica come solta. O comunicado do Comitê Olímpico Australiano de que não entraria na Vila por motivos de ESTAVA UMA ZONA caiu como uma bomba na cabeça dos envolvidos (Comitê Rio 2016, prefeitura…), tanto é que o prefeito Eduardo Paes quis bancar o engraçaralho e fez piada com os australianos.
Além disso, a delegação sueca deixou a Vila na calada da noite para um hotel, Itália e EUA estão pagando do próprio bolso alguns reparos – mesmo com o reforço de última hora de 500 funcionários por parte do Comitê – e os jornais espanhóis noticiam a completa desordem no local.

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Isso pode pegar mal para a imagem do país (como a Argentina vem dizendo)? Até o prédio do Brasil está zuado…

Como em qualquer entrega de apartamento por parte de construtoras, o simples ato de abrir uma torneira pode ser uma grande surpresa. E temos muitas delas na Vila Olímpica. O argumento da organização (e de alguns comitês olímpicos) é de que sempre tem alguma coisa a corrigir nas Vilas Olímpicas. Tem mesmo?

Sem querer tirar o do Brasil da reta, vamos ver alguns casos em que as Vilas Olímpicas não estavam 100% no momento da entrega para as nações:

* Jogos de Inverno de Sochi-2014: Se a Rússia foi elogiada pelo rápido erguimento de seus estádios, sofreu duras críticas por conta da Vila Olímpica. Os problemas com infraestrutura foram tão gritantes que fotos bizarras (vasos sanitários lado a lado num mesmo banheiro) viralizaram na rede.

* Jogos da Comunidade Britânica de Nova Déli-2010: a Olimpíada para os ex-súditos da Rainha não passou ilesa na sua edição da Índia. Delegações de pelo menos quatro países reclamaram das condições de higiene encontradas na Vila, com banheiros e quartos sujos. Não foi muito auspicioso!

* Londres-2012: a vingança vem à cavalo, ou melhor, à tuk-tuk. Quisera o destino que os indianos, que haviam sido criticados 2 anos antes, fossem vítimas de problemas de limpeza na vila olímpica. Além disso, os quartos eram menores que o esperado, causando confusão – ou entrava a pessoa ou a mala.

* Jogos Pan-Americanos de Guadalajara-2011: durante o Parapan, uma brasileira teve uma desagradável surpresa com a tubulação que estourou no seu quarto.

* Atenas-2004: o berço dos Jogos não passou ileso também: segundo o chefe do Time Brasil, Bernard Rajzman, alguns comitês tiveram de comprar rodos porque os vasos sanitários transbordavam.

Não que os graves problemas encontrados na Vila Olímpica brasileira devem ser ignorados, mas coisas assim acontecem. Não como os argentinos (que acreditam em sabotagem) ou como os espanhóis (que esperaram dar alguma mierda pra chutar cachorro morto), e nem como o nosso prefeito (que cumpriu a promessa e colocou um canguru na recepção do prédio australiano).

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Os responsáveis precisam ajeitar o que está errado, mas os outros países não precisam tripudiar com “eu te avisei”, afinal, como no caso da Índia, tudo o que vai, volta – como os bumerangues australianos – espera aí o calor brasileiro nas competições, espera…

Fonte

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