A arbitragem nas partidas de futebol sempre é alvo de polêmicas. Quando, por exemplo, vemos mais citações ao arbitro do que ao melhor jogador de uma das equipes em campo, é sinal de que a condução da partida não está nada boa.

A CBF diz que, ao contrário do que vemos nas partidas, houve uma melhora na performance dos juizões no ano passado. Para ajustes na política, a Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) divulgou ontem uma espécie de ~cartilha~ para os árbitros brasileiros e para as Federações Estaduais.

O tal documento traz algumas mudanças, mas no geral mantém as mudanças realizadas no ano passado que, de acordo com a CBF, tiveram êxito. Uma delas é a tal “cruzada pelo respeito” – parece coisa de vascaíno, mas não é – , que pune a atletas e treinadores que reclamam exageradamente da arbitragem.

Essa cena pode não terminar bem. Para o torcedor ou para o jogador.

Outra política adotada é de punir quem ~vai pra galera~ comemorar um gol. Muitas arenas atualmente tem acesso da arquibancada para o campo mais facilitado, removendo os alambrados e colocando as plataformas com escadas. O documento condena a ação dos jogadores em comemorar gols nestas escadas. O cartão amarelo deve ser aplicado nessa situação.

Nenhuma polêmica, no entanto, se compara a velha “Mão na bola x Bola na mão”. Apesar das reclamações de jogadores, dirigentes e torcedores, as recomendações atuais estão recebendo elogios: dos 25 pênaltis marcados por causa de intervenção manual da bola, somente TRÊS foram irregulares – isso segundo a Conaf e a CBF.

Mão na bola x Bola na mão = Bolacha x Biscoito

” A Comissão de Arbitragem determina que os juízes devem avaliar, entre outras coisas, o movimento da mão em direção à bola, a distância entre o adversário e a bola e, principalmente, se o jogador tentou ou não evitar o toque de mão.”

Se você achava que as tais orientações eram exageradas, veja agora: A CBF também prevê no documento cuidados com as redes sociais. As orientações vão de ter “cuidado em aceitar amigos, pois alguns podem ser jornalistas” a “não postar fotos ou mensagens que possam lhe trazer problemas”: “pense antes de postar”, já dizia o ditado.

Pena que não tem uma dessa pra jornalista, né?

No pacote também há a proibição de entrevistas ou comentários sobre lances, comunicação de rádio e punição para cai-cai na área, além de informar que a orientação pode mudar caso a ideia da TV no campo para acompanhamento de replay do juiz venha realmente à tona.

Fonte

Caso queira ver o documento completo, confira aqui no site da CBF.

E aí, será que a arbitragem foi essa coisa maravilhosa o tempo todo? Comenta aí!

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