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COI critica organização do Rio-16!

Tudo parecia um mar de rosas entre COI e Comitê Rio 2016. PARECIA. No dia em que o COI fez a última avaliação preliminar do Rio 2016, a entrevista virou uma sabatina (ou um interrogatório).

Nesta quarta-feira, o Comitê Olímpico Internacional criticou fortemente os planos de transporte, segurança, acesso aos locais de eventos, finanças e poluição dos Jogos, além de alertar que partes das obras estão atrasadas, há poucas horas da abertura.

O comitê Rio 2016 admitiu, depois de sete anos de existência, as dificuldades em construir os Jogos, que nunca revelaram em público. Também afirmou que algumas obras serão concluídas durante o evento, e que precisou cortar serviços diante de problemas financeiros – ou seja, a crise atacou também o Rio 2016.

Representantes do Estado do Rio de Janeiro, da prefeitura e do Governo Federal, tal como o Neo de Matrix se desviaram de todas as perguntas cabeludas dos membros do COI: recusaram-se a falar de questões financeiras (Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, de tão nervoso, passou a bola para o CEO da Rio 2016 responder, e que também recusou-se a responder).

O presidente do COI, Thomas Bach, frente a tanta crítica, admitiu: “é prematuro fazer elogios e é cedo para comemorar”. “Vemos as dificuldades”, disse.

BRA01. RÍO DE JANEIRO (BRASIL), 31/07/16.- El presidente del Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, participa de una rueda de prensa hoy, domingo 31 de julio de 2016, en el Centro de Prensa de la Vila Olímpica en Río de Janeiro (Brasil), a menos de una semana del inicio del evento deportivo que se realizará del 5 al 21 de agosto. EFE/ Antonio Lacerda.

Sobre acesso aos locais do evento, Nuzman jogou a bola para a troca da empresa que faria o controle das máquinas detectoras. Sobre o trânsito, a bola foi passada para a prefeitura do Rio.

Um atraso que beira o absurdo foi a das placas e sinais sinalizadores que deveriam estar espalhados pela cidade, mas apenas 15% deles estão colocados. A desculpa?

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A Rio 2016 explicou que, por falta de dinheiro, encomendou placas de uma empresa ucraniana que fabrica na China. Mas a entrega atrasou e, quando o material chegou, estava com problemas de dobras e brilhante, atrapalhando as imagens em todos os locais de eventos.

Nuzmam, ainda tontinho, tentou enxergar o copo meio-cheio. Disse que não entendia que havia tantas críticas na reunião. “Foram menos do que eu esperava. Porque, se você vir, as partes que foram atingidas, nenhuma questão nova foi trazida”, contou o dirigente. “Foi um número pequeno. Foram duas ou três áreas. Ninguém reclamou de instalação.”

Depois de tanta porrada – e olha que faltou muita coisa pra ser conversada – o pessoal do Rio 2016 afirmou que o projeto olímpico “era o projeto de ir para a Lua”.

É, meu chapa… Não sabe brincar, não brinca!

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