A CONMEBOL divulgou oficialmente na madrugada de segunda-feira as novidades para as suas competições para 2017. As alterações vão atingir a Copa Libertadores e a Copa Sulamericana – ambas acontecerão durante todo o ano.

A Sul-Americana, ao contrário do que foi imaginado, também passará a contar mais participantes, pois receberá os eliminados da Libertadores, assim como a Europa League recebe quem sai da Champions League.

De acordo com a nota, dez dos 16 clubes eliminados na fase de grupos da Libertadores – oito terceiros colocados e os dois melhores quartos – comporão com os já classificados os grupos da Copa Sulamericana, bem parecido com o modelo europeu.

– O objetivo destas reformas é potencializar o futebol sul-americano por meio de uma estratégia integral, que permita gerar e trazer mais valor para seu desenvolvimento. O calendário anual aprovado nos permitirá fomentar a qualidade dos torneios locais de cada país e elevar o nível das competições continentais para serem mais competitivos a nível global – afirma o presidente da CONMEBOL Alejandro Domínguez.

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As novas vagas na Libertadores e Sulamericana

A nota confirma também a nova configuração das vagas para Liberta e Sula. Como a CBF já havia adiantado horas antes, o Brasil ganhará mais duas vagas na fase preliminar da Libertadores (conhecida como Pré-Libertadores por nós brazucas). Assim, o G4 vira G6 ainda nesse ano!

Com a mudançam, a Libertadores passa de 38 para 44 clubes – Brasil, Argentina, Colômbia e Chile – juntamente com o Campeão da Copa Sulamericana – ganharam essas 6 vagas de diferença.

Na Sulamericana, no entanto, o Brasil perde duas vagas, ficando com seis. Lembrando que a Copa do Nordeste e a Copa Verde dão aos campeões vaga na Sulamericana.

Uma nova reunião acontecerá no próximo dia 17, com os clubes já classificados – provavelmente, a questão da final em sede neutra com jogo único seja discutida, entre outras coisas. Nessa reunião não teremos nenhum brasileiro, pois as 5 (ou 7) vagas brasileiras ainda estão em aberto. Confira:

Libertadores Sulamericana
Brasil 7 6
Argentina 6 6
Colômbia 4 4
Chile 4 4
Peru 3 4
Venezuela 3 4
Equador 3 4
Bolívia 3 4
Paraguai 3 4
Uruguai 3 4
México 3
Campeão da Libertadores do ano anterior 1
Campeão da Sulamericana do ano anterior 1
Desclassificados da Libertadores 10
Total 44 54

Críticas ao novo formato

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– Hoje em dia, o futebol sul-americano produz os melhores jogadores do mundo e conta com as torcidas mais apaixonadas. Sem dúvida, nas últimas décadas, vimos uma queda em nosso desempenho esportivo, sofremos grandes fugas de talento e perdemos fãs diante de outros mercados. Estas mudanças buscam melhorar a qualidade de nossos torneios para gerar mais receita que nos permita investir mais recursos no desenvolvimento do futebol, em todos os seus formatos, e fechar a brecha econômica que vem minando nossa competitividade esportiva – completou Alejandro Domínguez.

No entanto, nem todo mundo concorda com essa nova Libertadores. Vários jornalistas afirmam que imitar a Europa não resolve o problema do futebol sulamericano:

Antes da decisão de domingo, já se tinham muitas críticas sobre a forma como a novidade foi divulgada. Fábio Seixas, do SporTV, questionou a maneira usada pela CONMEBOL para divulgar importante decisão: posts do presidente da Conmebol nas redes sociais.

– Que critérios? Quantos times? Como vai ser o esquema final? Tudo isso é palpite que a gente e torcedores estamos lançando no ar (…). Como se comunica mal a Conmebol!

Fábio também criticou o fato do tal jogo único em campo neutro, como são as finais da UCL e UEL:

– A gente tem que entender que temos realidades diferentes. Imagina uma final como a desse ano, entre Atlético Nacional (da Colômbia) e Independiente Santa Fé (do Equador) sendo disputada no Maracanã. Imagina que jogo seria esse. Quem viria? O torcedor do Independiente Santa Fé iria se deslocar até o Maracanã, até o México para ver a final? Ou até o sul da Argentina? É outra realidade econômica e de deslocamento. Isso é inviável.

O presidente da CONMEBOL, para justificar a ideia disse que, nos últimos dez anos, por sete vezes o time que fez o segundo jogo em casa foi campeão. Sidney Garambone lembrou isso não seria injustiça pois, ele conseguiu o privilégio por causa de sua melhor campanha durante toda a competição:

– O lado bom de tudo isso é que a Conmebol está se mexendo e colocando em discussão algumas coisas marmorizadas no futebol sul-americano. Quando ele (o presidente da Conmebol) fala que em sete de dez finais o campeão era mandante, e que então a justiça esportiva não estaria sendo contemplada, mas é porque ele conquistou, fez melhor campanha. Você premia quem teve melhor campanha – concluiu o jornalista da TV Globo.

Tanto é que – essa é fresquinha – a CONMEBOL desistiu or hora do jogo único, mas vai fazer a experimentação em 2018.

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Ainda sobre as vagas, na Argentina chegou-se até a cogitar que River e Boca teriam vaga fixa o que, obviamente, deixou a imprensa brazuca com a pulga atrás da orelha:

– Quando viu que a Libertadores pode aumentar o número de time, a imprensa argentina, por exemplo, com Boca e River nesse momento fora da zona de classificação para a Libertadores do ano que vem, já ficou assanhada (…). Me parece mais um lobby que uma informação para que os gigantes argentinos joguem ano que vem sob convites. A gente é muito ruim de serviço na América do Sul. Cria uma série de margem para dúvida, especulação, para lobby. Alguém na Argentina está fazendo lobby para Boca e River e alguns jornais compraram essa ideia – destacou o apresentador do Redação SporTV, André Rizek.

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Fonte

E você? o que acha dessa novidade? Seu time tem chances de participar dessa? Comenta aí!

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