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ParaPlantão #ArenaRio #3

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Demorou, mais chegou!

Nosso ParaPlantão não é tão ágil quanto nossos paratletas brasileiros, mas chegamos! A Supersexta não foi tão recheada para o Brasil, mas tivemos muitas medalhas – e histórias interessantes. Segura aí!

FATOS

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– Altas tretas tretosas nos 100m feminino classe T11 (para atletas com limitação total ou quase total da visão). Existe uma regra que diz que o guia não pode ~puxar~ sua paratleta. No entanto, na semifinal e na final vimos muita gente fazendo isso. A campeã, a britânica Libby Clegg, foi desclassificada na semifinal, mas foi recolocada para a decisão. Na final, TODAS as atletas usaram esse recurso, mas só a brasileira Terezinha Guilhermino foi desclassificada. Saiu reclamando falando em injustiça e que “competir contra homens é difícil”.

– A seleção feminina da Argélia não conseguiu chegar no Brasil para disputar sua primeira partida de Goalball. A partida contra as americanas acabou em WO. Elas, no entanto, não foram desqualificadas, mas precisam correr, pois tem partida hoje as 18h (sim, até o fechamento desse post elas não haviam chegado…)

HERÓIS

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– O nigeriano Roland Ezuruike surpreendeu a todos batendo o recorde paralímpico de peso do halterofilismo com até 54kg. E batem três vezes. E tentou o recorde mundial, mas não conseguiu. Roland começou a levantar pesos após ver a Paralimpíada de Londres. Após colocar seu nome na história do esporte paralímpico, o nigeriano resolveu… ENCHER A CARA! Foi uma grande simpatia na sala de imprensa com os repórteres.

– O atleta irlandês Jason Smyth é chamado de Bolt Paralímpico. E, de fato, ele é o paratleta mais rápido do mundo. Absoluto nos 100m rasos T13 (para atletas com baixa visão) há quase uma década, passeou e conquistou o tricampeonato dos Jogos Paralímpicos. Infelizmente para o tricampeão, ele não poderá superar o jamaicano pois a categoria em que correu ficará fora dos Jogos de Tóquio.

– O colombiano Luis Osorno Rojas cativou o público do Rio, após concluir sua prova um minuto e meio depois do vencedor. Saiu ovacionado das arquibancadas, mas o que deixou ele chateado foram os critérios de classificação. Ele nadou na classe S1, para atletas com maior comprometimento da mobilidade na natação paralímpica. Reclamou que muitoa atletas baixaram de categoria.

BRASIL

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– A meta de #hinotododia foi atingida pelo Daniel Martins, que foi ouro para o Brasil na Paralimpíada Rio 2016 na categoria 400m T20, para atletas com deficiência intelectual, de quem é recordista e campeão mundial. O detalhe importante é que ele é MUITO PARECIDO com o Neymar. Chegando até a ser confundido com o jogador do Barça. Agora eles tem um ouro em comum!

– A judoca Lúcia Teixeira repetiu o resultado de Londres, e não conseguiu a cobiçada medalha de ouro na categoria -57kg. Com menos de 50s, ela foi derrotada na decisão pela ucraniana Inna Cherniak. Prata para o Brasil!

– No Fut 5, o Brasil estreou com tudo ao bater o Marrocos por 3 a 1, de virada, com golaços de Ricardinho e Jefinho. Marrocos abriu o marcador, e no primeiro tempo o Brasil teve 3 penalidades perdidas. A galera que acompanhou no Centro de Tenis e pela TV desconfiraram do craque marroquino, que ele não era cego. O Brasil voltou sem #mimimi e mandou 3 bolas na rede dos africanos.

– O tenista Daniel Rodrigues, top 1 do Brasil, estreou na Paralimpíada Rio 2016 com uma bela vitória por 2 sets a 0 sobre o chileno Robinson Mendez, com parciais de 6/0 e 6/4. O japonês Shingo Kunieda, atual bicampeão paralímpico e 6º colocado no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF), será o próximo adversário do brasileiro na competição.

– O halterofilista brazuca Bruno Carra quase pegou uma medalha, na mesma prova do nigeriano citado acima. Ele empatou com o grego 3º lugar, mas no desempate perdeu pois era quase 2kg mais pesado.

– Fabio Bordignon largou o Futebol de 7 do Vasco para ser vice no atletismo. Piadinhas à parte, a troca de esporte lhe fez bem. Foi 4º em Londres, e ganhou a prata nos 100m da classe T35, para atletas com paralisia cerebral.

– Chamada carinhosamente pelos amigos de “magrela”, Verônica Hipólito esbanja simpatia e força de vontade. E conseguiu sua primeira medalha paralímpica na prova dos 100m classe T38, para atletas com paralisia cerebral. Ela passou por muitas superações (e ainda passa, pois tem apenas 10% do intestino e tem um tumor no cérebro, mas curte a vida e o esporte)!

– O Brasil ainda pegou uma medalha de bronze com Izabela Campos, que ganhou medalha no lançamento de disco F11 – deficiência visual.

– Na natação, nenhum ouro, mas tivemos dois pódios: Phelipe Rodrigues nos 50m livre S10 foi o 2º na prova. André Brasil, o recordista mundial da prova, ficou em 4º lugar. Essa aí estava na conta do CPB…

– A última prova veio com surpresa e emoção: o Brasil bateu o seu próprio recorde em 4s na categoria 4×50 medley 20 pontos. Só que foi prata, pois os chineses bateram o recorde em 11s!
O nosso destaque (e nossa torcida) é por Susana Schnarndorf, que tem uma séria doença de falência múltipla de sistemas. Ela precisou reaprender a nadar enquanto caia na classificação paralímpica. Com garra, chegou ao Rio 2016 e já levou uma medalha. Toda a nossa torcida por ela e por nossos paratletas – nas competições e na vida!

Não deixe de conferir nossa página especial e o Quadro de Medalhas (terminamos em 5º ontem)!
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