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Os Jogos Paralímpicos vão chegando a reta final, com uma chuva de medalhas. O Brasil não levou ouro hoje, mas conquistou muitas medalhas! Vamos conferir os destaques da quarta-feira!

FATOS

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– Pela primeira vez nos Jogos não tivemos a execução do hino nacional brasileiro nas premiações. Falhou o #HinoTodoDia, e a Austrália encostou no quadro de medalhas. Ganhamos nas pratas, mas ambos tem 10 medalhas de ouro.

– Treta jurídica! Jerusa Santos não concordou com a ausência no time que disputou o revezamento 4 x 100m T11-13 e, antes da prova, entrou na justiça exigindo sua participação. Ela alegou que tinha tempos melhores e que ficou sem a vaga por questões políticas. Em geral, os melhores tempos do país na prova fazem parte do revezamento, mas essa escolha é mais técnica, já que é o CPB que escolhe. Não deu certo, e ela ficou mesmo de fora da decisão, que deu a prata ao conjunto brazuca.

– BIRL! No halterofilismo dos Jogos Rio 2016, o melhor ficou para o final. O iraniano Siamand Rahman fez história, saiu da jaula e tornou-se o primeiro atleta Paralímpico a erguer mais de 300kg em uma competição de halterofilismo. O resultado obtido no Pavilhão 2 do Riocentro lhe valeu, além do nome na história, o ouro na categoria acima de 107kg.
O gigante de 169kg atingiu os 300kg de peso levantado logo em sua segunda tentativa. Em sua terceira ação, adicionou mais cinco quilos e novamente teve sucesso. Com o ouro garantido, deu-se ao luxo de uma quarta tentativa, exclusivamente para quebrar o recorde mundial que havia acabado de estabelecer, e novamente chocou a todos, alcançando 310kg.

HERÓIS

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– A britânica Kadeena Cox venceu os 400m classe T38, e gatantiu seu segundou ouro: ela já havia conquistado ouro no ciclismo de estrada. Ela poderia estar disputando a Olimpiada, se não fossem dois derrames cerebrais que resultaram no diagnóstico de esclerose múltipla, no ano passado. Ela, no entanto, não perdeu o ritmo e passou o carro bonito até mesmo na lenda paralímpica de seu país, que competiu na mesma prova do atletismo.

– Há 20 anos, Alessandro Zanardi foi pole position pela primeira vez na Fórmula Mundial no GP Brasil no autódromo de Jacarepaguá. Ele não venceu aquela prova, mas ele teve uma nova oportunidade de vencer no Rio. O Parque Olímpico, construído onde era o autódromo, foi palco da primeira medalha de ouro do italiano no Rio.
“Estou feliz como um porco na lama”, resumiu o atleta após a conquista. A vitória é a terceira do italiano em Jogos Paralímpicos, após duas medalhas douradas em Londres. A conquista acontece perto de uma data especial para o ciclista. Em 15 de setembro de 2001, ele sofreu o acidente que resultou na perda de suas duas pernas. Durante uma corrida automobilística pela Formula Indy, em Lausitzring, na Alemanha, o carro que ele dirigia foi atingido por outro a mais de 320 km/h. Desde 2007 ele atua no ciclismo e, desde 2011, exclusivamente para esse esporte (ele havia voltado a competir em provas de automobilismo com carro adaptado após o acidente).

BRASIL

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– Terezinha Guilhermina, mostrando que correr é mais importante que falar, ajudou no último trecho a equipe do revezamento 4 x 100m T11-13 a chegar a medalha de prata. Além de Terezinha, participaram da prova Thalita Simplício, Alice Correa e Lorena Spoladore. Só perderam para as chinesas, que bateram o recorde mundial.

– O goalball brasileiro está nas semifinais. A seleção masculina, atual campeã mundial, derrotou a China por 10 a 3. Já a equipe feminina varreu a Ucrânia por 10 a 0.

– A magrela foi! Verônica Hipólito foi bronze nos 400m rasos da classe T38 do atletismo e garantiu a 44ª medalha brasileira nos Jogos, sua segunda no evento. Essa medalha superou a campanha de Londres, em 2012.

– O primeiro dia do ciclismo de estrada nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 entrou para a história do paradesporto brasileiro. O Brasil ganhou bronze com Lauro Chaman, na categoria contrarrelógio da classe C5, feito inédito.

– Pela primeira vez a canoagem velocidade teve provas disputadas nos Jogos Paralímpicos. E dois brasileiros brilharam na data especial: Caio Ribeiro e Luis Carlos Cardoso, que avançaram à final de suas provas (KL3 e KL1, respectivamente).

– O Brasil conquistou, na natação, prata os 50m livre classe S13, com Carlos Farrenberg.

– Para fechar o dia na natação, teve revezamento 4x100m estilo livre categoria 34 pontos. Com uma incrível prova de recuperação e com muita estratégia, a equipe brasileira deixou as últimas posições para quase brigar pelo ouro, que ficou com a Ucrânia. Essa medalha de prata foi a que marcou a melhor campanha do Brasil em paralimpiadas, no que diz respeito a número de medalhas, superando Pequim 2008.

– O futebol de 7 brasileiro vai ficar mesmo sem ouro. A seleção brasileira foi goleada por 5 a 0 pelo Irã nas semifinais, no Estádio de Deodoro, e terá que se contentar com a disputa pelo bronze, contra a Holanda. O futebol de 7 não estará mais no calendário paralímpico, o que deixa o país sem chances de ouro em próximas oportunidades paralímpicas.

– O calendário não foi muito amigável com a seleção brasileira de rugby em cadeira de rodas. Fazendo sua estreia nos Jogos Paralímpicos, a equipe teve pela frente em sua primeira partida nos Jogos Rio 2016 o Canadá, prata em Londres 2012 e atual campeão Parapan-Americano. Confirmando o favoritismo, os canadenses derrotaram os brasileiros por 62 a 48.

– A seleção brasileira masculina de basquetebol está fora da disputa por medalhas nos Jogos Rio 2016. A equipe foi superada por 65 a 49 pela Turquia nas quartas-de-final e precisará lutar pelo quinto lugar da competição. De toda forma, esta já é a melhor campanha brasileira nos Jogos, superando o nono lugar de Pequim 2008.

Não deixe de conferir nossa página especial e o Quadro de Medalhas (terminamos em 5º ontem, mesmo com o aperto da Austrália)!
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