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Qual a posição final do Brasil na Rio 2016?

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Em coletiva a imprensa, o COB – Comitê Olímpico Brasileiro, como bom órgão representante da nação, resolveu dar desculpinhas e dizer que “o dever foi cumprido”, ao não conseguir atingir o TOP 10 do Quadro de Medalhas das Olimpíadas Rio 2016.
Apesar disso, o Brasil conseguiu sua melhor atuação em Jogos Olímpicos: 19 medalhas (batendo o recorde de Londres – 17), sendo 7 de ouro (batendo o recorde de Atenas – 5). A Austrália ficou com a 10ª posição: 8 ouros, 11 pratas e 10 bronzes – 29 no total.

Para sobreviver ao bombardeio dos jornalistas que questionaram os motivos da não batida da meta, Carlos Arhur Nuzman, presidente do COB, respondeu ironicamente a um jornalista que perguntou o porque do crescimento brasileiro não ser comparado a de outros países-sede:

“Qual foi a colocação da Espanha? 16ª? Acho que a Espanha já organizou uma Olimpíada [nota do editor: em 1992, presidente]. A Grécia também e ficou em 39ª. Falar em China, EUA e Grã-Bretanha? Eles estarão sempre à frente de todos”, respondeu Nuzman.

O COB tinha traçado como meta subir ao pódio 27 vezes (oito a mais que o alcançado) para ficar entre os dez primeiros. A posição final do Brasil foi 13º, afirmação que não é compartilhada pelo COB, que coloca o Brasil em 12º.

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“Ficamos em 12º e não 13º, pois o correto é considerar não a medalha por cor e sim quantidade [de medalhas], e o desempate é por ordem alfabética”, disse Marcus Vinicius Freire, diretor-executivo do COB.

Vale lembrar que o COI (Comitê Olímpico Internacional) não criou e nem mantinha até alguns anos um Quadro de Medalhas, pois o Quadro fere um dos artigos da Carta Olímpica – documento que rege a organiazação e toda a doutrina olímpica do esporte – que a competição “é entre atletas, não entre países”.

A criação do Quadro de Medalhas remota dos Jogos de Helsinki – Finlândia, em 1952. A delegação da URSS, que estreava em Olimpíadas, resolveu provocar os americanos, colocando um quadro no prédio soviético indicando, dia após dia, a relação de medalhas que ganhavam, cientes que seriam superiores. No entanto, quando viram que seriam superados pelos americanos, resolveram retirar o quadro.

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Apesar de críticas do COI, a ideia foi bem aceita pela imprensa, para avaliar o desempenho das delegações. Convencionou-se então a classificação por “cor”: ouro (1º lugar), prata (2º lugar) e bronze (3º lugar).

O COI resolveu se meter na história depois de 2008, em Pequim. De acordo com o padrão aceitado por todos desde então (classificação por ouros), a China havia “vencido” com folga os EUA (51 x 36), fato que nunca havia acontecido desde que a Guerra Fria acabou.
Como maus perdedores, os americanos – em especial a imprensa, encabeçada pelo The New York Times – mudou a forma de avaliar o quadro: medalhas totais em vez de medalhas de ouro. Assim, os americanos venceram. Só depois de organizar o total, vinha como desempate a “cor”, como acontece no formato convencional.

O COI passou a publicar o Quadro com as duas opções: por ouros e no total, aceitando veladamente essas classificações. Ao publicar as duas formas (a “soviética” e a “americana”), enfatiza ainda mais que esses critérios não importam, e que você pode usar o que desejar.

O fato é que, 13º ou 12º, o Brasil ficou longe de bater a meta do COB. E quem pode sofrer com isso são os esportes com menos investimentos, que podem ter menos ainda.
Como dizem. Governo não liga para esporte.

Fonte e Fonte


E aí? Qual a classificação que você acha mais justa? A gente fica com a tradicional. E você? Comenta aí!

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