A polêmica com o GP Brasil de 2020

A grande polêmica da semana foi o local onde o GP Brasil de Fórmula 1 irá acontecer.

Na última quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro, o Governador do Rio Wilson Vitzel e o prefeito do Rio Marcelo Crivella assinaram termo para cooperação na construção de um autódromo na região de Deodoro.

Durante entrevista no evento, o presidente afirmou que o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 voltará a ser realizado no Rio nesse novo autódromo – batizado de Autódromo Ayrton Senna – já no ano que vem:

“Por ocasião da Fórmula 1 do ano que vem, ela será realizada no Brasil e no caso no Rio de Janeiro. São milhares de empregos, o setor hoteleiro feliz, com toda a certeza, sete mil empregos direto e indiretos que permanecerão para sempre. Ou seja, ganha o Rio de Janeiro, ganha o Brasil (…) Sem nenhum dinheiro público”, disse o presidente.

A questão do autódromo no Rio começou após o terreno do autódromo de Jacarepaguá ter sido cedido para a construção do Parque Olímpico, em vista dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

O comitê, inclusive, perdeu uma grande oportunidade de fazer algo parecido com o que aconteceu em Sochi, na Rússia.

O local recebeu os Jogos de Inverno de 2014 e, o autódromo de Sochi recebeu o “Parque Olímpico” deles. E o GP da Rússia ocorre exatamente nesse local.

Bem, o Rio terá um novo autódromo e receberá a F1. Legal não?

As conversas não batem

Após a entrevista do presidente, o Governador de São Paulo se manifestou, afirmando que o contrato atual do GP Brasil em São Paulo contempla o GP de 2020, e ainda tem a possibilidade de renovação, desmentindo o que o presidente afirmou:

O GP do Brasil está e continuará em São Paulo. Até 2020 nós temos contrato assinado com os promotores da Fórmula 1, contrato que estabelece cláusulas rigorosíssimas de parte a parte a parte e multas pesadas se qualquer uma das partes romper o contrato. Não há nenhuma razão para não acreditarmos que a continuidade deste importante evento siga na capital paulista. Uma tradição de mais de uma década e de um país que já produziu vários campeões mundiais de Fórmula 1 – disse Doria.

O GP Brasil acontece em Interlagos desde 1990.

O presidente afirmou que as dívidas atrapalham a negociação da Liberty Media – empresa que controla a F1 – com o governo de São Paulo:

Após o resultado das eleições do ano passado, a direção da Fórmula 1 resolveu manter a possibilidade de termos provas no Brasil. Em São Paulo, como tinha participação pública [em Interlagos], uma dívida enorme, tornou-se inviável a permanência da F1 lá.

Em sua conta no Twitter após a cerimônia, o presidente afirmou que as obras seriam arcadas integralmente pela iniciativa privada.

O terreno de Deodoro, de posse do Exército, também foi um dos locais usados na Olimpíada, recebendo provas de hipismo e canoagem.

Com a palavra, a Liberty Media

Durante o GP da Espanha de Fórmula 1, a repórter Mariana Becker entrevistou o CEO do Liberty Media, Chase Carey, sobre toda a história da negociação com o Rio.

Segundo ele, não há nenhum contrato com nenhuma cidade para depois de 2020. Ele prefere não comentar nada mais quanto à essa questão, mas que fica feliz com o interesse das duas cidades brasileiras.

A posição oficial da Fórmula 1 é de que não há nada assinado para que o GP do Brasil seja no Rio de Janeiro, nem mesmo que após 2020 o GP continuaria em São Paulo.

O que acontecerá mesmo?

Temos uma opinião formada sobre o presidente – e seu trato com os fatos – mas vamos dar a palavra a um especialista em Fórmula 1.

Flávio Gomes comenta sobre o assunto, confere aí:

Fonte e Fonte

Só esperamos que essa guerra de egos entre Governo Federal, Governos Estaduais e Prefeituras não prejudique a estadia da Fórmula 1 no Brasil.

Aí o torcedor – como sempre – seria o maior prejudicado.

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