Boletim Tóquio 2020 – Fevereiro de 2021

Faltam menos de 150 dias para os Jogos Olímpicos.

Chegou a hora de ver como está a preparação do mundo esportivo e da organização para a festa do esporte em meio a pandemia de COVID19.

Cartilha para atletas

Os Jogos Olímpicos provavelmente irão acontecer, mas talvez apenas com os atletas.

Nesse mês, o COL de Tóquio 2020 divulgou a primeira edição da cartilha com com medidas preventivas a serem tomadas durante os Jogos.

Esse livro foi desenvolvido em parceria pelo Comitês Organizador, Olímpico Internacional (COI) e Paralímpico Internacional (IPC), sendo supervisionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O código de conduta divulgado prevê, entre outras coisas, a quarentena antes e depois da chegada ao país e a limitação de estadia dos atletas na Vila Olímpica:

  • Os participantes e envolvidos (técnicos, voluntários, profissionais de imprensa, etc) iniciarão o procedimento de segurança 14 dias antes da viagem ao Japão;
  • Em não apresentando sintomas de infecção por Covid-19, 72 antes do embarque, deve apresentar testes negativos;
  • Chegando ao Japão, uma nova série de baterias de exames é realizada, além de mais 14 dias de isolamento;
  • Não será permitido o uso de transporte público, ida a bares ou restaurantes, nem qualquer atividade turística;
  • Caso um teste positivo seja detectado, o infectado deve ser isolado imediatamente, e o caso deve ser reportado a organização;
  • A estadia na Vila Olímpica é restrita, e todos os atletas precisam usar aplicativos de localização nos seus smartphones.

A organização deixou claro que não é obrigatório, mas seria bom, se os atletas estivessem devidamente imunizados contra a Covid-19.

E por falar em vacina…

Falando em vacinação, o Japão iniciou seu Plano de Vacinação no dia 17 último.

Iniciando pelos grupos prioritários, a expectativa é ter imunizado cerca de 50 milhões de habitantes até o mês de maio.

O governo japonês, aliás, já encomendou doses suficientes para vacinar toda a população japonesa.

O desafio será grande, já que 62% dos japoneses se manifestaram preocupados com efeitos colaterais da vacina, 32% não confiam na sua eficácia e 7% são contra todo e qualquer tipo de vacinas.

As vacinas, porém, também trazem consigo polêmicas.

É discutido – principalmente após a recomendação do COI – a vacinação de atletas para competir nos Jogos Olímpicos, “furando fila” dos planos nacionais.

O Comitê Olímpico da Hungria já iniciou a vacinação em atletas antes de participarem dos Jogos.

Afirmou que houve um pedido ao governo húngaro para garantir essas doses – foram cerca de 860 atletas listados para vacinação, entre quem vai disputar os Jogos de Verão e de Inverno (ano que vem, na China).

Em comunicado, o Comitê justifica essa primazia dos atletas:

“Como uma organização com desempenho olímpico em mente, dois fatores importantes levaram à decisão […] Um é a participação descomplicada em eventos de qualificação olímpica no exterior, e o outro é o declínio forçado devido a vários meses de ausência devido a possíveis doenças. A experiência até à data tem mostrado que este último aspecto também representa um obstáculo para os nossos atletas nas melhores condições, impossível de ultrapassar em poucos meses. O cálculo quantitativo realizado mostrou que havia centenas de pessoas envolvidas.”

A Hungria vacinou profissionais médicos até o momento e iniciou o processo de inoculação de idosos.

Israel, líder mundial na imunização contra a Covid-19 e já com um case de sucesso com relação a sua vacinação, já pretende vacinar seus atletas que devem estar em Tóquio.

Nesse caso, meio que sincroniza com o programa de vacinação do país, um dos mais avançados em proporção populacional de imunizados do mundo.

Tem novidade no comando do COL

Um escândalo sacudiu a cúpula da organização dos jogos no início do mês: o atual presidente do COL (Comitê Organizador Local) dos Jogos, Yoshiro Mori, gerou escândalo em suas declarações sobre suas colegas de trabalho.

Ele afirmou que “as mulheres falavam muito nas reuniões”, e ele considerava isso “irritante”.

Mori tem 83 anos e já foi primeiro-ministro japonês, mas nem isso amenizou as críticas a sua declaração.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) considerou as declarações contrárias aos valores olímpicos (mesmo que tenha demorado para se manifestar).

Mori se desculpou, mas não adiantou. Só quando patrocinadores dos Jogos Olímpicos pressionaram pela renúncia de Mori, ele deixou o cargo.

E para o seu lugar temos uma NOVA mandatária: Seiko Hashimoto.

Ela ocupava o cargo de ministra japonesa especial para os Jogos, cargo que ocupava desde 2019, e agora será o nome principal da organização.

Ela é ex-atleta olímpica, tem 56 anos, e desde 1995 ocupa cargo no parlamento japonês.

Como atleta, participou de SETE edições dos Jogos (4 de inverno, 3 de verão), competindo na patinação de velocidade e no ciclismo de pista.

Ela foi medalhista de bronze nos Jogos de Inverno de Albertville(França) em 1992.

Pré-Olímpicos

Faltando poucos meses para os Jogos Olímpicos, muitas vagas ainda estão em disputa.

No basquete, a FIBA divulgou as chaves para os torneios olímpicos feminino e masculino de basquete nos Jogos Olimpicos, bem como o Pré-Olimpico Masculino, que ainda não foi realizado.

Nossa seleção feminina não conseguiu vaga aos Jogos, mas a masculina ainda tem chances via pré-olímpico.

Para isso, vai ter que vencer um mini-torneio contra Croácia, Tunísia, Alemanha, México e Rússia.

O Pré-Olímpico acontece em junho na cidade de Split, na Croácia.

Já no Pólo Aquático, houve um pré-olímpico de pólo aquático masculino nos Países Baixos.

Ele também foi afetado pelo Covid-19. A nossa seleção foi barrada antes de viajar por conta das restrições na Europa para viagens originadas do Brasi.

Após solucionar o problema, chegou nos Países Baixos para a disputa.

Caiu num grupo que deveria ter 6 seleções, mas a Turquia foi cortada por conta de um surto de Covid-19 no seu elenco.

No torneio, zero vitórias: perdeu para Grécia, Canadá, Montenegro e Geórgia.

A pandemia não é brincadeira. O Australian Open, primeiro grand slam de tênis da temporada, que já havia iniciado atrasado por conta do COVID19, teve que interromper o acesso ao público após um pequeno surto na cidade de Melbourne.

Mesmo assim, o torneio foi finalizado, com vitória de Djokovic no masculino e Osaka no feminino.

Também em fevereiro, aconteceu um torneio amistoso de futebol feminino, o SheBelievesCup.

A nossa seleção fez bonito e ficou com o vice-campeonato (venceu Argentina e Canadá, e vendeu caro derrota para os EUA).


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