Boletim Tóquio 2020 – Janeiro de 2021

No ano de 2021 teremos Jogos Olímpicos de 2020. A pandemia não acabou, estamos na luta por vacinar o máximo de pessoas (e na luta contra o negacionismo).

Enquanto os Jogos ainda estão no planejamento, vamos ver o que anda acontecendo com relação ao ciclo olímpico – ou o que restou dele.

Novos hábitos

Certamente o mundo ainda estará com o COVID19 em evidência. E com o adiamento dos jogos para esse ano, o COL (Comitê Olímpico Local) precisou modificar sua programação e logística.

Dentre os planos sugeridos pelo COL, estão:

– Atletas, treinadores, autoridades e todos os demais envolvidos no evento serão obrigados a usar máscaras (exceção no momento de refeição e na competição – no caso dos atletas);

– A “face shield” é permitida, mas não substitui a máscara;

– Haverá obrigatoriedade de se manter um metro de distância entre as pessoas;

– As arenas fechadas serão ventiladas a cada 30 minutos;

– Os participantes só poderão ficar 30 minutos nos restaurantes da Vila dos Atletas durante o café da manhã e uma hora no almoço e no jantar;

Não haverá cardápios físicos nos restaurantes da Vila dos Atletas, sendo acessíveis por telefone celular;

Há a recomendação de que os competidores permaneçam o mínimo de tempo possível na Vila dos Atletas.

Passeios na cidade também não são recomendados pelo COL.

O COI está tentando garantir vacinação para todos os competidores, mesmo que o Japão ainda não tenha acertado, pelo menos até o fechamento desse post, quais vacinas serão contratadas.

Campeonatos no meio da pandemia

Podemos ver um pouco do que se espera do protocolo de segurança durante os Jogos em dois campeonatos com esportes olímpicos.

O Mundial de Handebol masculino ocorre no Egito e tenta usar uma “bolha” muito parecida com o que a NBA usou.

TENTA, pois não vem dando muito certo. Antes mesmo do início do torneio, EUA e Tchéquia se retiraram por conta de infecções detectadas em atletas.

E nem durante o torneio o risco diminuiu. A delegação de Cabo Verde se retirou do torneio após ter disputado uma única partida, por não ter jogadores aptos a sequer alinhar na quadra.

Já o Australian Open, adiado por conta da pandemia, traz um caso ainda mais extremo.

O país é rigoroso ao extremo com relação a pandemia, e todos os jogadores que já estão na Austrália não podem ainda treinar em quadras, restando se virar dentro dos apartamentos mesmo.

Afinal, vai ter olimpíada ou não?

No entanto, toda essa preparação pode ser em vão. Bem, pelo menos para o repórter do The Times que soltou uma BOMBA no último dia 21.

Segundo o tabloide inglês, um membro do comitê local afirmou que há uma concordância entre o governo japonês e o COI concordam que não há possibilidade de realizar os Jogos neste ano.

Tanto que há uma chance (segundo o tabloide) de que o anúncio do cancelamento aconteça junto com uma “promessa” do COI de Tóquio de receber os próximos Jogos em “data vaga”, no caso 2032.

Essa declaração veio de encontro a entrevista dada horas antes pelo presidente do COI, Thomas Bach, em que ele garantia que os Jogos aconteceriam em julho de 2021:

“Não temos nenhuma razão neste momento para acreditar que as Olimpíadas de Tóquio não serão inauguradas em 23 de julho no Estádio Olímpico de Tóquio. Até porque não existe um plano B e é por isso que estamos totalmente comprometidos em tornar os Jogos seguros e bem-sucedidos”

No dia seguinte a BOMBA, o governo japonês e o COI correram para reafirmar que não há mudanças na programação dos Jogos nesse ano.

O Japão passa por uma alta significativa de casos de COVID-19, o que levou o governo japonês a restabelecer o estado de emergência em parte do Japão, que inclui Tóquio.

Tudo isso acaba piorando a situação dos Jogos para OS JAPONESES.

Em pesquisa recente, 80% dos japoneses são contra a realização dos Jogos Olímpicos.

Algo que o brasileiro sabem bem o que é.


Será que teremos mesmo Olimpíadas? Vamos acompanhar!