Brasil pode receber a Copa América ano que vem?

O Brasil já sabe o seu caminho na primeira fase da Copa América, que ocorre nesse ano aqui no nosso país.

No entanto, o mês de fevereiro pode ser decisivo para a próxima Copa América.

A CONMEBOL tem a intenção de colocar a disputa do torneio continental entre as seleções sulamericanas nos mesmos anos da Eurocopa.

Hoje acontece um ano antes, o que acaba atrapalhando um pouco a preparação para torneios como a Copa do Mundo.

Para conciliar esses calendários, a CONMEBOL pretende realizar mais uma edição ano que vem.

O desejo inicial da entidade é realizar o torneio de 2020 nos Estados Unidos, muito pelo sucesso da edição da Copa América Centenário, em 2016.

O Chile venceu a Copa América Centenário nos EUA, em 2016

Essa possibilidade ficou longe da realidade.

Na última quinta-feira, em reunião do Conselho da entidade, o presidente Alejandro Domínguez colocou sobre a mesa o pedido por “planos B” caso os EUA não queiram realizar a Copa América em 2020.

A expectativa é que, em reunião nesse mês, tenham mais opções na mesa para o torneio.

Caso realmente não dê certo um novo torneio nos EUA, ficou claro que a Copa de 2020 não seguiria o roteiro de sedes que ocorre desde 1987 – primeiro Argentina, depois Brasil, Chile, e por aí vai.

Essa possibilidade coloca a Argentina, o Chile e o próprio Brasil, três das últimas sedes, como favoritos a receber novamente a competição. Inclusive, sedes conjuntas não são descartadas.

Uma dobradinha brasileira de Copa América, aliás, é vista com bons olhos pela CBF:

— Não vemos problema, fazendo uma gestão compartilhada como essa. Queremos dar uso aos estádios — disse o presidente eleito da entidade, Rogério Caboclo.

Mesmo sem sede, já existe uma data: entre 12 de junho e 12 de julho de 2020.

CONMEBOL x CONCACAF

O problema principal da Copa América 2020 não ser nos EUA é a péssima relação entre CONMEBOL e CONCACAF, confederação ao qual os EUA pertencem.

As divergências são em relação à forma com a qual os contratos comerciais são negociados.

Ao contrário da edição de 2016, A edição de 2020 seria totalmente organizada pela CONMEBOL, com total controle dos acordos comerciais e de transmissão de TV.

Internamente na CONMEBOL, a explicação também recai sobre os escândalos que agitaram as duas entidades de 2016 pra cá, com prisões e rescisões de contratos, digamos, suspeitos – incluindo os da Copa América.

Desde 2016, a confederação sul-americana tem realizado todos os acordos por meio de licitações, ou seja, concorrências abertas, ao contrário da Concacaf, que continua a fazer contratos diretos com televisões e patrocinadores.

E para evitar guerras de braço, a CONMEBOL pode deixar os EUA de lado. E acontecer novamente aqui (claro, dependendo dos votos das outras entidades). Cenas dos próximos capítulos.

Fonte

Que tal novamente no Brasil? (Depende do que acontecer agora, claro)… Comenta aí?

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