Como o Brasil chega para o Pan de 2019?

O Pan, oficialmente, só começa amanhã, mas já temos algumas competições rolando. Só que ainda podemos especular um pouco mais de como nosso Brasilzão chega para a competição em Lima.

A competição não é a mais importante da temporada – tanto é que o time EUA vai com sua “equipe B” em diversas modalidades.

No entanto, muitas modalidades olímpicas decidem vagas durante o Pan (como o handebol, por exemplo).

E são essas vagas que o COB está de olho. Mais do que medalhar – e tentar chegar em 2º no Quadro Geral de Medalhas – o objetivo da entidade olímpica brasileira é conquistar o máximo de vagas possíveis para Tóquio 2020 via Lima 2019.

O diretor de esportes, Jorge Bichara, afirma:

“A meta do COB para o Pan é classificação olímpica. Estamos atrás de vagas para os Jogos em algumas modalidades, de forma direta ou através de benefícios que uma boa colocação no Pan pode trazer”

Os esporte coletivos tiveram baixas importantes: o futebol masculino e feminino não terá o Brasil.

No masculino, por incompetência própria do Sub-20 (que nem vaga para o Mundial pegou). Já no feminino, a Copa do Mundo e um regulamento bizarro tirou a nossa Seleção dos gramados peruanos.

Além disso, o basquete masculino também ficou de fora. Dois esportes coletivos que o Brasil está de olho dão apenas uma vaga para Tóquio: o handebol e o polo aquático.

No handebol, as mulheres são mais favoritas a essa vaga do que os homens. Já no polo, a disputa será bem mais difícil.

Olho neles

Da nossa delegação de 487 atletas, alguns deles vem se destacando ultimamente e chegam como favoritos a uma medalha de ouro. Vários esportes que não estão no conhecimento do público geral. Confira a galeria:

Ana Marcela Cunha

Chega ao Pan após um excepcional Mundial de Esportes Aquáticos: vaga olímpica garantida, DUAS medalhas de ouro – que aumentam suas conquistas em campeonatos mundiais em 11 medalhas.

Henrique Avancini

O brasileiro ocupa o 2º colocado no ranking da UCI de mountain bike, e foi campeão mundial Maratona na Itália no ano passado. Em 2019 vem fazendo marcas impressionantes nas etapas de Copa do Mundo, com regularidade nos primeiros postos.

Hugo Calderano

Atual campeão panamericano individual e por equipes, vem mantendo uma excelente fase, após uma grande Olimpíada no Rio. Em 2018, foi o primeiro brasileiro finalista de uma etapa platinum do Circuito Mundial, e figura no Top-10 do ranking mundial.

Etiene Medeiros

Atual campeã mundial em piscina curta, vice-campeã no atual Mundial de Esportes Aquáticos que ainda está acontcendo, e campeã panamericana, é a recordista mundial dos 50 metros costas em piscina curta – que não é prova olímpica. Também é a recordista das Américas nos 50m costas em piscina longa, e dos 50m livres em piscina curta.

Bruno Fratus

Um dos mais competentes velocistas das águas, Bruno Fratus vem de duas medalhas de prata (50 metros livre e 4 x 100 metros livre) no Campeonato Mundial de 2017, e uma medalha de bronze nos 50 metros livres no Campeonato Mundial de 2015.
Ele precisou passou por uma cirurgia no ano passado no ombro, perdendo algumas competições importantes. [Colocar como ele foi no mundial]

Ygor Coelho

Primeiro atleta brasileiro na modalidade, e apesar de um 2018 não tão bom, ele leva ainda algumas conquistas, como ter figurado no top 50 do ranking mundial da Federação Internacional de badminton, após o título pan-americano, em Havana, Cuba, em 2017.
É o melhor americano no ranking de badminton.

Arthur Zanetti

Atual campeão panamericano, e medalhista de prata nas olimpíadas, ele ainda figura como um dos melhores atletas nas argolas, apesar de ter caído de rendimento.
Tenta voltar a boa forma para tentar sua terceira olimpíada ano que vem.

Ana Sátila

Uma das melhores atletas na canoagem no mundo, foi campeã mundial em casa, no K1 extremo. Além disso, bons resultados em etapas de Copas do Mundo e no Mundial Sub-23, disputada recentemente, onde levou o ouro no C1 (sim, ela já disputou 2 olimpíadas e ainda tem menos de 23 anos).

Isaquias Queiroz

Maior medalhista brasileiro olímpico em uma única edição, e atual atleta do Flamengo, Isaquias superou a morte do seu treinador e tenta voltar ao topo das categorias em que é especialista.
O Pan pode ajudar, já que ele também é atual campeão panamericano, também com 3 medalhas (2 de ouro) em 2015.

Rafaela Silva

Depois de uma olimpíada em que terminou campeã, Rafaela Silva deu uma caída no seu rendimento. No entanto, seu 2019 vem sendo muito melhor, com bons resultados em etapas do Grand Prix.
A prova de fogo para mostrar que vem para o bi olímpico é o Pan.

Mayra Aguiar

Assim como Rafaela, Mayra vem retornando aos bons desempenhos de antes. Além de ir muito bem em etapas no Grand Prix neste ano, recuperou o topo do ranking de sua categoria.

Darlan Romani

Um dos resultados mais marcantes do ano, Darlan bateu, numa mesma etapa da Diamond League, três vezes o recorde sulamericano, conquistando a melhor marca do ano.
A evolução dele nos últimos anos é notável, como informamos em um post dias atrás.

Nathalie Moellhausen

A mais recente alegria brasileira, a italiana naturalizada brasileira conquistou uma inédita medalha em campeonatos mundiais de esgrima, e logo com a medalha de ouro.
Apesar disso, ela já havia medalhado antes da naturalização, mas nunca havia vencido o mundial.

Claro, esportes coletivos como handebol podem beliscar medalhas, além de outras modalidades, como o judô e a natação, podem ajudar o Brasil no quadro de medalhas.

Fonte

Amanhã tem a Cerimônia de abertura do Pan! A RecordTV e a Record News transmitirão na TV aberta os eventos que derem na telha deles.

No SportTV teremos mais eventos simultâneos. Prontos para esporte o dia inteiro?

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