Como os candidatos-esportistas se saíram nas Eleições 2020?

Nesse domingo o Brasil foi às urnas escolher os novos prefeitos e vereadores das mais de 5 mil cidades do nosso país.

Exceto o estado do Amapá que, por conta do irresponsável apagão ocorrido teve sua eleição adiada, praticamente todos os outros municípios brasileiros já conheceram seus representantes no mesmo dia da eleição – porque choras, EUA?

Bem, aqui o assunto é esporte, e nesse post vamos verificar como alguns candidatos relacionados ao esporte se saíram nas urnas.

SPOILER: não foi bom.

Esportistas na prefeitura? NÃO.

O candidato-esportista mais votado foi o candidato a prefeito pelo Rio de Janeiro Luiz Lima (PSL).

O ex-nadador olímpico de piscina e de águas abertas é deputado federal, eleito pelo mesmo partido do atual presidente, mas no pleito atual somou cerca de 180 mil votos (6,8% dos votos válidos), ficando em quinto lugar.

Se comparado a outros aspirantes-esportistas ao governo municipal, o carioca foi bem.

João Derly (Republicanos), que concorria ao cargo de prefeito em Porto Alegre, levou 19 mil votos (3% dos votos válidos), terminando em 5º.

Nem mesmo quem deixou outro “puxar” a chapa conseguiu. O ex-boxeador Acelino Popó Freitas concorreu a eleição em Salvador como vice na chapa de Celsinho Cotrim (PROS).

Obtiveram apenas 1,5 mil votos, 0,1% do total válido dos votos.

Esportistas na câmara de SP? NÃO.

A cidade de São Paulo reuniu a maior parte dos candidatos-esportistas que tentavam vaga principalmente na câmara municipal.

Nenhum, no entanto, conseguiu entrar.

Mauren Maggi (DEM), campeã olímpica em Pequim 2008, que perdeu disputa pelo Senado em 2018, tentou vaga como vereadora. Levou 6,2 mil votos, ficando longe de uma vaga.

Outro que tentou foi o medalhista de prata olímpico, Diego Hypolito (PSB). O ginasta conseguiu menos votos que Mauren, 3,7 mil votos. O interessante é que Mauren e Diego dois foram “afogar” as mágoas juntos após a apuração.

Assim como Mauren, o ex-lutador do UFC Matheus Serafim (PP) foi uma aposta para “puxar” votos para o partido, mas conseguiu apenas 3,4 mil votos.

Nem mesmo os “medalhões” conseguiram êxito. Marcelinho Carioca (PSL), que já havia concorrido em pleitos anteriores, teve a pior votação da sua carreira política. Ficou com 7,5 mil votos.

Outro ex-jogador do Corinthians, Dinei (Republicanos), teve 2,9 mil votos e também não conseguiu vaga.

No Derby da política, o Palmeiras também não se deu bem. O “Divino” Ademir da Guia (MDB), que já foi vereador de São Paulo, não conseguiu retornar a câmara, com apenas 744 votos.

Sucesso dentro do campo rendeu eleição? NÃO.

Apesar do nome de Ceará (Avante) se relacionar ao seu local de nascimento – Caucaia-CE – e não ao clube, nem o fato de ser campeão mundial pelo Inter em 2006 convenceu mais que 340 pessoas em Nova Lima-MG.

Em Curitiba, o colega campeão mundial – e autor do gol do título colorado – Adriano Gabiru (PMB), teve 283.

Menos do que outro jogador, Saulo Tigre da Vila (Cidadania), com 526, igualmente não eleito.

Em Belo Horizonte, Somália (PP) até que foi melhor, com 2.255 votos, mas não atingiu o coeficiente eleitoral que lhe garantiria uma cadeira legislativa.

Além deles, Odvan Zagueiro (MDB), ídolo do Vasco, conseguiu só 227 votos em Campos do Goytacazes.

O ex-goleiro Maizena (Patriota) agarrou só 151 votos em Fortaleza.

Um candidato-esportista que QUASE conseguiu se eleger foi Paulo Almeida, campeão brasileiro pelo Santos em 2002.

Em Itarantim (BA), recebeu 303 votos, o sétimo mais votado da cidade. Pena que o seu partido, o Republicanos, não chegou ao coeficiente eleitoral.

Eleito pela torcida do(s) clube(s) que jogou? NÃO.

Nem mesmo o sucesso dos tempos de campo surtiu efeito. Em Recife, três jogadores famosos – um em cada grande da cidade – tentaram vaga na câmara, mas não conseguiram.

Cria do Santa Cruz, mas campeão da Copa do Brasil pelo Sport, Carlinhos Bala (PP) conseguiu 1.884 votos.

Bem melhor que Kuki (PSB), ídolo do Náutico: 1.329.

Só que ambos não foram eleitos, assim como Renatinho do Santa Cruz (Avante), com 363 votos.

Inclusive, usar o nome do clube explicitamente no seu “nome de urna” tentando ganhar votos de torcedores, não funcionou.

China do Grêmio (PSC) não foi bem em Porto Alegre, onde conquistou 223 votos.

Em BH, o clássico Cruzeiro e Atlético-MG colocaram Nonato do Cruzeiro e Sergio Araújo do Galo, ambos do Avante, para concorrer a uma cadeira na câmara.

Resultado? 406 e 81 votos respectivamente.

Outros fracassos

O bicampeão olímpico Serginho do Vôlei (PV) em Belo Horizonte, o ex-pugilista e atleta olímpico Julião Neto (PCdoB) em Belém, o ex-velocista e medalhista olímpico Sandro Viana (PP), em Manaus, a técnica de ginástica Georgette Vidor (Cidadania) em Petrópolis, a ex-jogadora de basquete Marta de Souza (Patriota) em Santo André e o campeão olímpico Rodrigão do Vôlei (PSDB), em Praia Grande, ficaram longe das câmaras de vereadores.

Fonte

Brincadeiras á parte, é importante que o esporte entre na pauta de nossas cãmaras de vereadores. Aliada a educação e a cultura, o esporte pode SIM ser uma alternativa de mudança para uma sociedade.

E aí, o candidato eleito na sua cidade tem alguma proposta para o esporte? Comenta aí!

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