Futebol brasileiro deve parar novamente por conta da COVID19?

A pandemia de COVID19 encontrou seu epicentro no Brasil.

Infelizmente estamos batendo recordes de mortes todos os dias.

A sociedade convive com as mortes e se vê num dilema quanto a uma nova paralisação do futebol.

A temporada, que precisou ser interrompida entre o início da pandemia e meados de junho, se estendeu até – oficialmente – ao último dia 7, quando a final da Copa do Brasil aconteceu.

No entanto, os casos de novas cepas e o colapso dos leitos de UTI em todo o país pressionam a restrição da circulação das pessoas para controlar a transmissão do vírus.

Futebol x Poder Público

Nisso, diversos governos estaduais vem tentando decretar isolamento social em seus domínios, o que vem “atrapalhando” o calendário do futebol brasileiro.

Alguns jogos da Copa do Brasil, por exemplo, mudaram de local por conta dessas restrições de isolamento.

Além disso, os estaduais precisaram ser paralisados por conta dessas mesmas restrições, sob o protesto de dirigentes de diferentes esferas, que garantem a segurança dos protocolos sanitários.

Inclusive procurando brechas no isolamento, chegando ao absurdo de mandar jogos do estadual em cidades de outros estados que insistem em não controlar o vírus.

O governo de São Paulo proibiu partidas de futebol durante o isolamento decretado – que acaba no final do mês – paralisando o Campeonato Paulista.

A princípio, a FPF tentou argumentar a derrubada da proibição. Depois, quis liberação dos treinos e, por fim, parecia ter aceitado a norma do Governo do Estado.

Porém, negociou partidas do seu campeonato para atuar na cidade de Volta Redonda, que não segue rigidez de isolamento social.

No meio dessa “guerra”, muita gente é a favor da paralisação por conta da situação sanitária – como o treinador Lisca, que até chegou a propor uma solução para ajudar clubes menores, como um “auxílio emergencial”.

Outros, como dirigentes e alguns treinadores e jogadores “seguros” na bolha, são contra por conta da situação econômica.

E a CBF?

No entanto, faltava o posicionamento oficial.

Em reunião da presidência da CBF com clubes das Séries A e B, o mandatário Rogério Caboclo se posicionou claramente sobre a não paralisação das competições nacionais (e, por tabela, as estaduais) de futebol no Brasil.

Apresentou o seu protocolo médico e afirmou que ele é seguro, decidindo pela continuidade das atividades do futebol.

O repórter Vene Casagrande teve acesso a videoconferência, e destacou o trecho mais polêmico em que, irritado, Caboclo afirma que “a Globo não quer [a paralização]” e que, se o futebol parar, “vocês [os clubes] estão f*&%$“.

É um assunto delicado, mas necessário.

O problema é que em vez de discutir, se cruza os braços com medo de ter mais prejuízo financeiro.

Enquanto o futebol fica na sua “bolha” nem tão segura, vê pessoas – inclusive torcedores de seus clubes – terem suas vidas ceifadas por uma doença em que o único tratamento precoce é se isolar.

Nessas horas, o futebol tem que dar exemplo, se quer ser de fato a alegria do povo, e não somente a alegria de quem lucra com ele.

E você? Concorda com a paralisação? Comenta aí!