Futebol feminino no Brasil terá calendário maior em 2019

O futebol feminino no Brasil terá um ano de 2019 bem diferente. E não só por causa do Mundial, em junho.

OK, não era exatamente da forma que se esperava, mas é um passo à frente de qualquer forma.

Em virtude de regulamentos da Libertadores e do Brasileirão, os clubes brasileiros são obrigados a manter ou fazer parcerias com times femininos.

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Uma recusa ou não atendimento dessa exigência pode desclassificar a equipe de uma dessas competições.

Times como o Santos e o Corinthians não tem essa preocupação, já que mantém equipes femininas há alguns anos.

Outras, porém, estão em fase embrionária de implantação – como é o caso do atual campeão Palmeiras, que já tem uma Comissão, mas não um time.

Para absorver essa demanda crescente, a CBF vai aumentar o calendário de competições nacionais femininas para 2019.

Série A1

A elite do futebol feminino continua com 18 equipes, mas os jogos serão todos contra todos em turno único, com os 8 melhores time passando para a fase decisiva.

Os rebaixados passam de 2 para 4 times.

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A competição ocorrerá entre 17 de março a 29 de setembro.

Série A2

A segundona feminina mais que dobrará de tamanho: de 16, passará para 36 equipes.

Como a A2 é a última divisão do futebol feminino, fica mais claro que isso servirá para receber os novos times femininos.

Será formada por:
– sete clubes classificados segundo o Ranking Nacional de Clubes do futebol profissional masculino (que não estejam na Série A1);
– os 27 campeões estaduais (ou quem herdar a vaga deles, caso já estejam na Série A1);
– os dois rebaixados da elite em 2018.

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A segundona vai de 17 de março a 11 de agosto.

Brasileirão Sub-18

A grande novidade é um eterno pedido dos dirigentes e jogadoras do futebol feminino: um torneio nacional de categorias de base.

Segundo Romeu de Castro, gerente de futebol feminino da CBF:

O futebol feminino está perdendo jogadoras muito rapidamente para o exterior. É necessário que se forme atletas que sejam usadas nas equipes adultas e ao mesmo tempo fomentem as duas categorias de seleções de base que temos, sub-17 e sub-20. Quando começarmos com o sub-18, vamos ter meninas de 15 a 18 anos. Vamos atender a duas categorias.

O torneio vai acontecer entre os dias 8 de julho a 21 de setembro.

Situação dos times para cumprir a exigência

A CBF informou que 14 dos 20 clubes da Série A masculina já estão no Brasileiro feminino (A1 ou A2).

O número pode mudar durante as semanas, quando as comissões técnicas são formadas.

Exemplo: o Botafogo, que pode entrar na A2, precisará assinar um termo de compromisso em caso de desejo de participação.

Segundo Manoel Flores, diretor de competições da CBF:

Estamos dando condições mínimas para que os clubes tenham uma competição nacional para atuar. Isso não quer dizer que jogar o torneio vai ser a exigência para ter a licença.

Um problema da CBF, inclusive das competições masculinas, são as despesas com viagens e hospedagens dos times em torneios da entidade.

Neste ano, esses custos ficarão novamente a cargo da entidade. A CBF procura, no entanto, formas de não ter que bancar a dívida para sempre. Diz Manoel Flores:

O desafio é fazer com que o negócio vingue e ande sozinho. A meta de toda competição da CBF é fazer sentido mercadológico e financeiro, para TV, torcedores e imprensa. Sentido técnico já sabemos que faz.

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