Tinder no Mercado da Bola?

No tempo em que vivemos, em que cada ação do jogador em campo é registrada, as estatísticas podem ajudar na aquisição de novos atletas nesse Mercado da Bola concorrido.

Figuras como o olheiro ficam cada vez mais de lado, com aplicativos tomando o lugar.

Pelo celular, um dirigente de um clube pode pesquisar opções no Mercado da Bola, com os devidos filtros.

Por posição, idade, altura, faixa de preço, país, região… Pode parecer um jogo como o Brasfoot, mas é real: o TransferRoom, aplicativo britânico criado em 2017 que funciona como um “Tinder do Mercado da Bola“.

Clicando no botão “declarar interesse“, é o mesmo que “Dar o match” no famoso aplicativo de namoro.

O aplicativo serve para vender jogador também. Ou, pelo menos, colocá-lo para “jogo” para a consulta de outros clubes.

Assim como no Tinder, depois que o “match” acontece, e o papo entre as partes fica interessante, o próximo passo é marcar um encontro.

A plataforma tenta estimular essa dinâmica organizando seminários para que seus clientes ampliem suas redes de contatos.

Apenas clubes operam no aplicativo, barateando o custo da transferência – não que a figura do “empresário” deixe de existir, mas a comissão fica com um valor mais no gosto do clube.

O TransferRoom funciona com assinatura anual, de cerca de 12 mil libras (RS 78 mil, na cotação atual).

Clubes brasileiros já indicaram que usam a plataforma.

O São Paulo, por exemplo, é cliente do TransferRoom desde o fim de 2018. Segundo o gerente executivo de futebol do clube, Alexandre Pássaro, quem tem acesso à plataforma em nome do clube, um dos grandes benefícios do aplicativo é a informação:

O Nice anunciou (no app) que precisava de um zagueiro e que pagaria até 8 milhões de euros. É uma informação para mim, ainda que não tenha esse zagueiro. Mas a gente sabe quanto o Nice paga em um zagueiro, qual o perfil de zagueiro que quer. Depois, o Nice contratou o Bambu, ou seja, fez sentido o anúncio que fez lá atrás

Vai pegar no Brasil?

Apesar de ser um aplicativo famoso na Europa (usado por 13 clubes da Premier League, os grandes da Itália, Alemanha, Portugal e quase toda a MLS), o gerente são paulino acha que o uso do app no Brasil amplamente poderia causar “desconforto”.

Vai atrapalhar muito se eu começar a divulgar minhas informações, ou minhas estratégias, e esse mercado incluir não só os rivais, mas os times que competem comigo […]
Por exemplo: alguém vê que o São Paulo quer contratar um atacante por até 5 milhões de euros. Pode vazar na imprensa. Na hora de contratar, se eu quiser pagar 3 milhões de euros, o clube vai saber que tenho 5 para gastar. Informação demais no nosso mercado pode ser prejudicial

Como sabemos, no Brasil temos adversários simplesmente. O aplicativo poderia ajudar, mas não num mercado desunido como o nosso.

Fonte

E aí, curtiu o aplicativo? Qual jogador você daria match para o seu time? Comenta aí!

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