Infelizmente ainda temos vários casos de injúrias racistas, homofóbicas e misóginas na nossa sociedade.

E no futebol, que é um dos espelho dela, não é diferente.

Muitos casos de torcedores, membros de comissão técnica e jogadores que cometem esses tipos de crimes não param de acontecer.

Para tentar combater esse triste cenário, a CBF enfim se manifestou.

Durante o Conselho Técnico na sede da CBF para decidir o Regulamento Geral de Competições (RGC) de 2023, a entidade apresentou um plano para punições contra esses crimes.

Anteriormente, os clubes propuseram colocar em votação, mas a CBF decidiu colocar no RGC mesmo assim.

As punições envolvem multa de até R$ 500 mil (no primeiro caso), perda de mando de campo ou jogo com portões fechados (numa reincidência) e a perda de pontos (caso se repita).

A perda de pontos, inclusive, foi uma sugestão do próprio presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

“A CBF colocou que pode acontecer a punição através de ato administrativo da presidência, de acordo com o que vier na súmula com relação a esse tipo de infração. Depois de passar por uma comissão que a CBF vai instituir, para que possa averiguar essa situação de uma forma muito criteriosa, no caso de racismo ou qualquer outra discriminação. Esse colegiado, vai submeter seu entendimento à presidência da CBF, que vai fazer um ato oficial verificando qual é a pena e encaminhando ao STJD, à Polícia Civil e ao Ministério Público em casos de racismo”

O trecho modificado

Confira o trecho alterado – com outras sanções (contra LGBTfobia, misoginia, etc)

“Art. 134 – A inobservância ou descumprimento deste RGC, assim como dos RECs, sem prejuízo de outras penalidades estabelecidas no presente Regulamento, sujeitará o infrator às seguintes penalidades administrativas que poderão ser aplicadas pela CBF, de forma cumulativa ou não, não necessariamente nesta ordem:

I – advertência;

II – multa pecuniária administrativa, no valor de até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), a ser revertida em prol de causas sociais, inclusive através da dedução de cotas a receber;

III – vedação de registro ou de transferência de atletas; e.

IV – Perda de pontos, em relação a clubes por infração ao disposto no §1º e observado o §4º.

§ 1° – Considera-se de extrema gravidade a infração de cunho discriminatório praticada por dirigentes, representantes e profissionais dos Clubes, atletas, técnicos, membros de Comissão Técnica, torcedores e equipes de arbitragem em competições coordenadas pela CBF, especialmente injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia, procedência nacional ou social, sexo, gênero, deficiência, orientação sexual, idioma, religião, opinião política, fortuna, nascimento ou qualquer outra forma de discriminação que afronte a dignidade humana.

§ 2º – Na hipótese de reincidência das infrações elencadas no parágrafo primeiro, independentemente das sanções que venham a ser aplicadas pela Justiça Desportiva e de eventual apuração e responsabilização por crime, a multa pecuniária administrativa máxima poderá ser aplicada em dobro, que será integralmente revertida para entidade representativa de proteção de direitos, conforme o caso.

§ 3º – Em conformidade com o sistema associativo do futebol e os termos do Estatuto da CBF, as penalidades previstas no caput têm natureza administrativa e serão aplicadas pela CBF independentemente das sanções de natureza disciplinar que venham a ser cominadas pela Justiça Desportiva com base no CBJD.

§ 4º – A penalidade disposta no art. 134, IV poderá ser imposta administrativamente pela CBF, encaminhado-se o caso ao STJD para apreciação, ficando sua cominação definitiva condicionada ao julgamento do STJD sobre a aplicação da perda de pontos ao clube infrator.

§ 5º – Para além das sanções administrativas e disciplinares impostas, a CBF, em linha com legislação vigente e, em especial, a Lei 14.532, de 11 de janeiro de 2023, encaminhará ofício às autoridades competentes (dentre as quais, o Ministério Público) para apuração e eventual responsabilização dos infratores, inclusive instauração de inquéritos, eventual tipificação de crime e responsabilização criminal, e poderá determinar aos infratores a promoção de campanhas, palestras e outras medidas de cunho educacional, bem como a apresentação de plano de prevenção e combate dessas infrações de extrema gravidade.”

Fonte

Será que esse é o início do combate ao preconceito no futebol? Vamos fazer a nossa parte, e esperar que clubes e federações também façam.

Fato Curioso:

Criado em 2009 por Nina Kako, o basquete de lingerie surgiu como uma alternativa à liga de futebol americano da mesma modalidade. As partidas são disputadas por atletas experientes, algumas com passagens por ligas universitárias de basquete.

Confira mais sobre essa curiosidade!

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