Censo AG 2020

Amigo(a) Geraldo(a), os tempos são de ficar em casa, mas podemos já começar a pensar no que fazer após essa tempestade passar.

Aproveitando que o esporte foi colocado em segundo plano por conta do COVID19, decidimos arrumar a nossa casa esportiva.

Para isso, a Arena Geral quer saber um pouco mais sobre quem a acessa (você aí do outro lado da tela). Nossa intenção é mostrar o esporte para quem quer vê-lo.

Afinal, os torcedores (geraldos e geraldas) também são esportistas, e seu esporte é TORCER.

Para que a gente possa afinar os nossos instrumentos com o que você quer ver, criamos esse Censo AG.

É coisa rapidinha. São algumas perguntas para conhecermos nossa audiência (e a opinião de quem ainda não conhece a gente) sobre o nosso trabalho.

Crie seu próprio questionário de feedback de usuário

A Arena Geral agradece sua participação.

Agora pedimos só mais uma coisinha: que você compartilhe para seus amigos para que eles nos ajudem também!

Use esse link aqui: https://pt.surveymonkey.com/r/J7FSN3G

Agradecemos novamente o apoio!

Análise Fase de Grupos da Libertadores 2020

Com o final da “Pré-Libertadores”, agora começa o campeonato pra valer.

As 32 equipes restantes estão divididas em 8 grupos de 4 equipes, onde as duas primeiras se classificam para as oitavas-de-final, enquanto o 3º colocado de cada grupo terá que jogar a segunda fase da Copa Sulamericana.

Dos oito brasileiros classificados para a competição, o Corinthians é o único eliminado até agora – perdeu para o seu freguês, o Guarani do Paraguai, na segunda fase preliminar.

A decisão da Libertadores será em jogo único, no estádio do Maracanã. Será que teremos Brasil na final? Vamos ver, primeiramente, como os brazucas restantes estão na fase de grupos:

Grupo A

Flamengo
Independiente del Valle-EQU
Junior Barranquilla-COL
Barcelona de Guayaquil-EQU

Grupo que já era complicado, e se tornou muito forte por causa do Barcelona.

Primeiro clube, na atual classificação da Libertadores, a conseguir chegar na fase de grupos passando por todas as fases preliminares, a equipe de Guayaquil vai encarar um clássico contra o atual campeão da Copa Sulamericana, o Independiente del Valle.
Time esse que jogou a Recopa contra o Flamengo, e já criou certa rivalidade nos seus dois últimos encontros.

Da Colômbia vem outro adversário rubronegro, o Junior de Barranquilla, que foi eliminado pelo Fla na Copa Sulamericana de 2017, quando o rubronegro chegou a decisão.
Em 2018, novamente foi longe na SULA, perdendo dessa vez para o Athletico.

Isso tudo poderia ser assustador para o torcedor rubronegro, mas o Flamengo joga o melhor futebol das Américas e, mesmo com um grupo cascudo desses, dificilmente ele não se classifica em 1º lugar.

Prognóstico AG: Flamengo vence o grupo

Partidas

4 de março: Junior Barranquilla x Flamengo – Estádio Metropolitano, Barranquilla
11 de março: Flamengo x Barcelona de Guayaquil – Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
19 de março: Independiente del Valle x Flamengo – Estádio Olímpico Atahualpa, Quito
7 de abril: Barcelona de Guayaquil x Flamengo – Estádio Monumental, Guayaquil
22 de abril: Flamengo x Independiente del Valle – Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
6 de maio: Flamengo x Junior Barranquilla – Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro

Grupo B

Palmeiras
Bolívar-BOL
Tigre-ARG
Guaraní-PAR

Os comandados do “Pofexô” Vanderley Luxemburgo vem fazendo um bom Paulistão. No entanto, o desejo do torcedor alviverde – ou melhor, a “obsessão” – é a Libertadores.

Graças ao Guaraní, evitou-se um derby logo na fase de grupos. Só que o Corinthians fora, mesmo com toda a zoação, não facilita a vida do Verdão.

A altitude de La Paz para enfrentar o Bolívar, rivalidade argentina contra o Tigre e um caçador de brasileiros vindo do Paraguai são bons desafios no Grupo B, que não promete ser fácil.

Apesar disso, o Palmeiras tem tudo pra vencer o grupo, já que, mesmo com esses atributos, os seus 3 adversários (tirando o Guaraní) não vem mostrando um futebol vistoso.

O Tigre, inclusive, está jogando a segundona na Argentina, o que quase lhe tira a vaga da Libertadores, já que a CONMEBOL queria manter apenas “times de elite” na competição.

Grupo não é difícil, mas não dá pra cometer vacilos.

Prognóstico AG: Palmeiras vence o grupo

Partidas

4 de março: Tigre x Palmeiras – Estádio José Dellagiovanna, Victoria
10 de março: Palmeiras x Guaraní – Allianz Parque, São Paulo
18 de março: Bolívar x Palmeiras – Estádio Hernando Siles, La Paz
8 de abril: Guaraní x Palmeiras – Estádio General Pablo Rojas, Assunção
22 de abril: Palmeiras x Bolívar – Allianz Parque, São Paulo
6 de maio: Palmeiras x Tigre – Allianz Parque, São Paulo

Grupo C

Peñarol-URU
Colo-Colo-CHI
Athletico Paranaense
Jorge Wilstermann-BOL

O Furacão não é mais aquele do meio do semestre passado, quando calou o Beira-Rio na decisão da Copa do Brasil.

Sem Thiago Nunes e sem vários jogadores-chave, o time paranaense, em teoria, vem menos forte que seus rivais de grupo, os tradicionais Peñarol e Colo-Colo.

O time uruguaio, treinado pelo ex-craque Diego Forlán, tenta voltar aos bons tempos de títulos.

Só que o Colo-Colo não vem muito bem das pernas no Chilenão, somando o péssimo desempenho em campo com a confusão no país.

O Jorge Wilstermann vem com a altitude e um bom desempenho no seu campeonato local como trunfos.

Como ninguém ganha só pelo nome, o Furacão tem esperança de garantir vaga nas oitavas, mas não será uma tarefa fácil.

Prognóstico AG: Athletico se classifica em segundo

Partidas

3 de março: Athletico Paranaense x Peñarol – Arena da Baixada, Curitiba
11 de março: Colo-Colo x Athletico Paranaense – Estádio Monumental, Santiago
17 de março: Jorge Wilstermann x Athletico Paranaense – Estádio Félix Capriles, Cochabamba
8 de abril: Athletico Paranaense x Colo-Colo – Arena da Baixada, Curitiba
21 de abril: Athletico Paranaense x Jorge Wilstermann – Arena da Baixada, Curitiba
5 de maio: Peñarol x Athletico Paranaense – Estádio Campeón del Siglo, Montevidéu

Grupo D

River Plate-ARG
São Paulo
LDU de Quito-EQU
Binacional-PER

O São Paulo vai jogar num grupo muito complicado, mas vem mostrando bom futebol nos últimos jogos, deixando seu torcedor esperançoso.

Vai enfrentar o ex-melhor time da América – chegou em três das últimas cinco decisões – e que está com o Flamengo atravessado na garganta.

No entanto, River Plate e São Paulo tem uma rivalidade sim, e o confronto promete bastante.

Além disso, tem a LDU que vez por outra apronta das suas. Dessa vez veio como campeão da Copa Equador, após um desempenho não tão bom no Campeonato.
Tenta avançar mais do que em 2019, quando caiu no grupo do Flamengo e terminou em 2º lugar.

A grande surpresa é o estreante Binacional, do Peru. Fundado em 2010, chega na Libertadores pela primeira vez como campeão peruano.
Seu trunfo – além da qualidade técnica – é a altitude, pois a cidade de Juliaca, sede do clube, fica na cordilheira dos Andes, a 3.800 do nível do mar.

Prognóstico AG: São Paulo se classifica em segundo

Partidas

5 de março: Binacional x São Paulo – Estádio Guillermo Briceño Rosamedina, Juliaca
11 de março: São Paulo x LDU Quito – Estádio do Morumbi, São Paulo
17 de março: São Paulo x River Plate – Estádio do Morumbi, São Paulo
7 de abril: LDU Quito x São Paulo – Estádio Casa Blanca, Quito
22 de abril: River Plate x São Paulo – Estádio Monumental de Núñez, Buenos Aires
5 de maio: São Paulo x Binacional – Estádio do Morumbi, São Paulo

Grupo E

Grêmio
Universidad Católica-CHI
América de Cali-COL
Internacional

GRE-NAL.

Só isso seria o suficiente para dizer o quão esse grupo ficou interessante.

Único brasileiro a sobreviver a pré-Libertadores, o Colorado vai encarar seu maior rival em duas partidas de fase de grupos da Libertadores.

Os outros adversários do grupo, porém, não são figurantes. Na verdade, o Grêmio os conhece bem, pois o time chileno esteve no grupo do Imortal em 2019.

Além disso, a Católica chega como campeã chilena e também da Copa do Chile.

Já o time colombiano do América de Cali ficou na história do Grêmio por ter feito a semifinal com ele em 1983, ano do primeiro título da Libertadores.
E vem embalado por ter sido campeão colombiano, derrotando o Junior na decisão.

ALGO ME DIZ que, se houver vencedor nos GRE-NAIS, um brasileiro fica de fora até da Sulamericana nesse grupo… Quem será?

Prognóstico AG: Internacional se classifica em segundo, Grêmio fica de fora até da Sulamericana

3 de março: Internacional x Universidad Católica – Estádio Beira-Rio, Porto Alegre
3 de março: América de Cali x Grêmio – Estádio Pascual Guerrero, Cáli
12 de março: Grêmio x Internacional – Arena do Grêmio, Porto Alegre
18 de março: Internacional x América de Cali – Estádio Beira-Rio, Porto Alegre
18 de março: Universidad Católica x Grêmio – Estádio San Carlos de Apoquindo, Santiago
8 de abril: Internacional x Grêmio – Estádio Beira-Rio, Porto Alegre
21 de abril: Grêmio x Universidad Católica – Arena do Grêmio, Porto Alegre
21 de abril: América de Cali x Internacional – Estádio Pascual Guerrero, Cáli
7 de maio: Universidad Católica x Internacional – Estádio San Carlos de Apoquindo, Santiago
7 de maio: Grêmio x América de Cali – Arena do Grêmio, Porto Alegre

Grupo G

Olimpia-PAR
Santos
Delfín-EQU
Defensa y Justicia-ARG

O Santos é, dos brasileiros que sobraram, o que vem apresentando a maior baixa na qualidade técnica do fim do ano de 2019 até agora.

Jesualdo Ferreira ainda não “deu liga” no Peixe, e vai precisar mostrar um pouco mais num grupo que na época do sorteio parecia baba, com dois “novatos”, mas agora não é tanto assim.

O Defensa y Justicia se classificou pela primeira vez a Libertadores com o vice-campeonato argentino. Ele já aprontou com o São Paulo em 2017 pela Sulamericana, e tem a ofensividade como característica principal.

O Delfin, do Equador, foi campeão nacional, mas não tem tanta tradição internacional assim. No entanto, não pode ser menosprezado.

O grande adversário (pelo menos de nome) do Peixe é o também tricampeão Olímpia. Papa-títulos no Paraguai, o Olímpia quer voar mais alto, e oficializou recentemente a surpreendente contratação do togolês Adebayor.

Prognóstico AG: Santos passa em segundo do grupo

3 de março: Defensa y Justicia x Santos – Estádio Norberto Tomaghello, Florencio Varela
10 de março: Santos x Delfín – Estádio Vila Belmiro, Santos
17 de março: Santos x Olimpia – Estádio Vila Belmiro, Santos
9 de abril: Delfín x Santos – Estádio Jocay, Manta
23 de abril: Olimpia x Santos – Estádio Manuel Ferreira, Assunção
5 de maio: Santos x Defensa y Justicia – Estádio Vila Belmiro, Santos

Será que algum brasileiro desbanca o Flamengo? Teremos brasileiros no Maraca no dia 21 de novembro?

Concorda com os prognosticos? Quais são os seus? Comenta aí!

Os mais bizarros prêmios de “Man of the Match”

Todos nós conhecemos aquelas premiações, que ficaram muito comuns nos últimos anos, em que o melhor jogador da partida é condecorado – que seja pela “crítica especialista” ou pelo público que assiste – no estádio ou em casa.

É o conhecido “Homem da partida”, ou em inglês “Man of the Match“.

Everton Cebolinha ganhou o “Man of the Match” da final da Copa América de 2019.
Na Copa do Mundo Feminina de 2019, o nome do prêmio foi “Player of the Match”. Cristiane ganhou na partida do Brasil contra a Jamaica

Em geral, o agraciado ganha um troféu. No entanto, em várias partes do mundo, os prêmios são, digamos, incomuns.

Alguns até bizarros. Confere aí uma galeria dos “melhores”…

E aí, o que achou dessa relação? Como você reagiria se ganhasse um desses? Comenta aí!

Coronavirus e surtos de doenças que ameaçaram eventos esportivos

Com o surto do Covid-19 – uma variante de coronavírus – que partiu da China e se espalha pelo mundo, a apreensão é geral.

Apesar da taxa de mortalidade do vírus ser comparado a uma gripe comum, a sua taxa de contágio se assemelha a de grandes surtos globais.

Por causa do surto do coronavírus atual, muitos eventos esportivos ou tem grandes ameaças de cancelamento/adiamento ou foram efetivamente cancelados ou adiados.

Já foram suspensas competições nacionais e internacionais na China previstas nos primeiros meses do ano, como por exemplo o Mundial de Atletismo de Nanquim, em março.

A Fórmula 1 já afirmou que o GP da China, marcado para 19 de abril em Xangai, não acontecerá nessa data. O problema é saber se a prova ainda acontecerá.

O mesmo ocorreu com a prova da China da Fórmula E.

Até mesmos os outros GPs que ocorrem nesse primeiro semestre na Ásia/Oceania (Austrália, Vietnã e Bahrein) estariam ameaçados.

A Superliga chinesa de futebol também está suspensa até segunda ordem. O grupo Oceania da Fed Cup da Ásia, que aconteceria em Dongguan, perto de Hong Kong, foi movido para Nur-Sultan, Cazaquistão, antes de finalmente ser adiado.

O grande evento esportivo do ano, os Jogos Olímpicos de Tóquio (de 24 de julho a 9 de agosto), está sim ameaçado.

Apesar da preocupação – já que existem casos confirmados no Japão – o Comitê Local espera que, com o Verão no hemisfério norte, o surto possa reduzir seu ímpeto.

Vários eventos classificatórios para as Olimpíadas que aconteceriam no Leste Asiático foram realizados em outro lugar ou suspensos.

Exemplos: basquete feminino (de Foshan, China, para Belgrado, Sérvia), boxe (as eliminatórias da Ásia e Oceania trocaram Wuhan por Amã, Jordânia) e futebol feminino (um torneio classificatório entre seleções da China, Austrália, Taiwan e Tailândia foi transferido de Wuhan para a Austrália).

Toshiro Muto, chefe do comitê organizador de Tóquio 2020, mostra preocupação:

“Estou muito preocupado com a propagação do coronavírus. Pode afetar o ambiente e o impulso para a organização dos Jogos. Espero que isso seja resolvido o quanto antes”

Não é a primeira vez

Grandes eventos – como os Jogos Olímpicos, que ocorrem no Japão, em julho – aglomeram gente de todo o mundo, o que poderia ser vetor para tornar efetivamente o Covid-19 numa epidemia global.

Não é a primeira vez, no entanto, que eventos esportivos importantes foram cancelados, adiados ou sofreram ameaça disso por conta de grandes surtos.

Zika Vírus

Caso bem parecido com o que acontece em Tóquio ocorreu aqui com a gente no Brasil. Em 2016, um surto de Zika Vírus assolou o Brasil, trazendo mortes e casos de microcefalia em bebês.

Inclusive nessa época do ano muitos veículos de imprensa de fora do país afirmavam que os Jogos não aconteceriam, inclusive com manifesto de médicos e tudo.

Alguns atletas chegaram a ventilar a não vinda ao Brasil mas, conforme o tempo foi passando, alguns voltaram atrás.

Astros do golfe, por exemplo, afirmaram que não viriam mesmo ao Brasil, mesmo com as garantias de que o pior já havia passado. Isso fez com que o evento – que voltava ao calendário olímpico depois de 112 anos – ficasse esvaziado de grandes astros.

A maior polêmica nesse sentido, contudo, foi de uma jogadora de futebol. A goleira Hope Solo, dos Estados Unidos, chegou a anunciou a desistência da disputa, mas depois voltou atrás.

Antes de vir ao Rio, ela fez uma postagem em uma de suas redes sociais ridicularizando a situação do Zika Virus no Brasil, o que não pegou bem para o público brasileiro.

Tanto que, durante os jogos dos EUA no futebol feminino, os tiros de meta de Solo eram “elogiados” assim pelo torcedor brazuca.

Como vimos, não houveram grandes problemas com relação ao Zika Vírus e os Jogos Olímpicos do Rio, que ocorreram normalmente.

Gripe Aviária

Outro evento que teve seu cancelamento cogitado foi a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Tudo por conta de um surto de Gripe Aviária na Europa.

O H5N1 era a variação da doença que se originava em aves e, ao contaminar os seres humanos, tinha uma elevada taxa de letalidade.

Faltando 100 dias para o evento, não se sabia se o Mundial realmente aconteceria, já que o surto ainda era uma realidade.

Joseph Blatter afirmou, há poucos meses da Copa que, caso o surto virasse pandemia (ou seja, virasse global), a Copa seria cancelada.

Porém, o torneio foi realizado normalmente, terminando com o triunfo italiano na decisão sobre a França.

SARS

No final de 2002, o mundo se viu alarmado com uma epidemia surgida bem parecida com o Coronavírus atual: o SARS (sigla em inglês para síndrome respiratória aguda grave).

Nascida no sudeste asiático, ela causou morte e temor. Até maio de 2003, o vírus infectou cerca de 8.500 pessoas em 30 países, e mais de 800 pessoas morreram.

A FIFA estava com problemas, já que a Copa do Mundo Feminina de 2003 aconteceria justamente em território chinês.

Com medo de um novo surto em pleno tempo da Copa, a entidade máxima do futebol decidiu trocar a sede: para os EUA – que receberam a última edição.

No entanto, os chineses receberam a promessa da FIFA de estarem qualificados para aquele mundial sem ser a sede, e que receberiam a edição seguinte, em 2007.

Conforme prometido, o campeonato ocorreu na China em 2007 – aliás, a única vez que nossa Seleção chegou a final de uma Copa feminina.

Fonte, Fonte e Fonte

E aí, será que os Jogos Olímpicos estão em risco por conta do novo Coronavírus? Comenta aí!

As edições anteriores da Supercopa do Brasil

Flamengo e Athletico-PR disputam a Supercopa do Brasil, torneio que envolve o campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil.

Torneios dessa natureza acontecem corriqueiramente em outros países, mas o Brasil (como sempre) ficava para trás.

Só que essa não é a primeira edição desse torneio aqui no Brasil. Ele já aconteceu outras três* vezes, todas no início da década de 1990.

1990

Após o lançamento da Copa do Brasil um ano antes, a CBF decidiu se espelhar em campeonatos estrangeiros e também criou a Supercopa do Brasil.

Naquele ano, o Grêmio havia sido o vencedor da Copa do Brasil, enquanto o Vasco tinha conquistado o Brasileirão.

Essa disputa aconteceu em 1990, mas “pegando carona” nas partidas em que as duas equipes fizeram entre si na Libertadores daquele ano.

Ambos caíram no Grupo 5 (junto com os paraguaios Olímpia e Cerro Portenho).

Na primeira partida (em 14 de março), 2×0 para o Tricolor Gaúcho em casa. O título veio para o Grêmio no Maracanã com um 0x0 na volta (em 18 de abril).

O mais irônico é que o Grêmio ganhou a taça “de carona”, mas acabou sendo eliminado na fase de grupos da Libertadores, e viu o Vasco avançar.

SEGUNDO a diretoria gremista, essa taça Supercopa do Brasil nunca chegou na sede tricolor.

1991

Tentando repetir “o sucesso” do torneio anterior, a CBF promoveu a Supercopa de 1991 entre o Corinthians (campeão brasileiro de 1990) e o Flamengo (campeão da Copa do Brasil de 1990).

Sem a “carona” de jogos da Libertadores, a CBF resolveu fazer a partida em jogo único no Morumbi, no dia 27 de janeiro de 1991.

O Corinthians venceu a partida pelo placar de 1 a 0, com gol Craque Neto.

1992*

A CBF acabou desencanando do torneio após o jogo de 1991. A partir daí, existe registro de um amistoso festivo entre o Flamengo (campeão brasileiro) e o Paraná (campeão brasileiro da Série B).

Foge do “regulamento” do torneio, mas a RSSSF (entidade que registra estatísticas do futebol) indica que essa é uma “espécie” de Supercopa, mesmo que nem a CBF e nem o Flamengo a considerem assim.

Em campo, no dia 12 de agosto, o Flamengo empatou com o Paraná em 2×2, vencendo na disputa dos pênaltis.

Como dissemos, fica apenas como curiosidade, pois só a gringa acha que foi uma “Supercopa” de verdade.

2018*

A CBF vez por outra tenta resgatar a ideia da Supercopa, sendo que apenas ano passado conseguiu colocá-la no calendário das competições.

No entanto, nada impede que os próprios clubes se organizem, mesmo sem valer um troféu oficial.

Foi o que aconteceu em 2018, quando o Corinthians, campeão do Brasileiro de 2017 e o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil de 2017, realizaram partidas amistosas, uma em cada “casa”, durante a Copa do Mundo FIFA de 2018.

O primeiro jogo, em BH, foi no dia 4 de julho, e terminou com vitória do Corinthians por 2 a 0. A partida de volta, em 11 de julho, foi na Arena Corinthians em São Paulo, tendo empate e 2 a 2.

E se…

E se a CBF não tivesse desistido da Supercopa do Brasil em 1992?

A ideia da Supercopa não vingou por conta do já inchado calendário e da falta de interesse na época.

No entanto, com boa divulgação o futebol brasileiro ainda se vende (mesmo com tanta coisa errada nele).

Se a CBF não tivesse desistido, como seriam as decisões da Supercopa desde 1992 até o ano passado?

Nos anos 90 (mais precisamente, até 1999), a CBF poderia usar a mesma fórmula de 1990 já que, pelo regulamento da Libertadores na época, os times do mesmo país caíam no mesmo grupo.

Levando em conta que o amistoso de 2018 citado acima “tenha sido uma Supercopa”, vamos analisar os resultados simbólicos dessas disputas.

  Campeão Brasileiro do ano anterior Campeão da Copa do Brasil do ano anterior Resultado*
1992 São Paulo Criciúma 0x3,4×0
1993 Flamengo Internacional 3×1,0x0
1994 Palmeiras Cruzeiro 2×0,1×2
1995 Palmeiras Grêmio 0x5,5×1
1996 Botafogo Corinthians 1×1,0x3
1997 Grêmio Cruzeiro 2×1,2×0
1998 Vasco Grêmio 0x1,3×0
1999 Corinthians Palmeiras*** 2×1,0x1
2000 Corinthians Juventude 1×2
2001 Vasco Cruzeiro 3×0
2002 Atlético-PR Grêmio 1×2
2003 Santos Corinthians 1×1,3×1
2004 Cruzeiro Santos** 3×1,4×4
2005 Santos Santo André Não teve
2006 Corinthians Paulista*** 2×2
2007 São Paulo Flamengo 0x0,0x1
2008 São Paulo Fluminense 1×3,1×1
2009 São Paulo Sport 2×1,4×0
2010 Flamengo Corinthians 0x1,1×1
2011 Fluminense Santos 3×2,1×2
2012 Corinthians Vasco 1×0,0x0
2013 Fluminense Palmeiras Não teve
2014**** Cruzeiro Flamengo 3×0,0x3
2015 Cruzeiro Atlético-MG 3×1,1×1
2016 Corinthians Palmeiras 1×0,2×0
2017 Palmeiras Grêmio 1×0,3×1
2019 Palmeiras Cruzeiro 1×0,2×0

* Como a CBF usou a primeira partida entre os times que encontrou para realizar a Supercopa de 1990, vamos nos inspirar nela e pegar a primeira partida (ou as duas primeiras partidas) entre as duas equipes naquele ano.
Se não houver nenhuma para aquele ano, a gente diz que “flopou” e não aconteceu.

** Nos espelhamos no que acontece em Supercopas de outros países: caso o campeão do Campeonato e da Copa sejam o mesmo, o jogo é disputado entre o campeão e o vice do Campeonato.

*** Para facilitar quando há empate, vamos adicionar aos critérios de desempate o gol marcado fora de casa.

**** Como em 2014, Flamengo e Cruzeiro deveriam disputar penalidades, e não teve gol marcado fora de casa, consideramos dar o títulos aos dois, com o famigerado asterisco.

Logo, nessa hipotética disputa, como seria a relação dos vencedores? Quem venceria mais Supercopas?

Palmeiras 4
Corinthians 4
Grêmio 3
Cruzeiro* 3
Flamengo* 3
São Paulo 2
Vasco 2
Juventude 1
Santos 1
Fluminense 1
Paulista 1

A Supercopa do Brasil de 2020 acontece amanhã entre Flamengo e Athletico-PR, no Mané Garrincha em Brasília. Quem leva? Comenta aí!

Narrações emblemáticas da história do rádio

Hoje celebramos o Dia Mundial do Rádio.

Como entusiastas do rádio e do podcast, sempre levamos na memória os bons momentos do futebol narrados com a emoção que merecem pelos nossos queridos locutores.

No Brasil, o rádio surgiu no 7 de setembro de 1922, no dia do centenário da independência, mas apenas de forma experimental.

Já a primeira transmissão de futebol foi em de 19 de julho de 1931, pela Rádio Educadora Paulista: partida entre as seleções de São Paulo e do Paraná no Campo da Floresta, em São Paulo.

O que era um simples relato de como foi a partida, virou um fenômeno nos ouvidos dos torcedores.

Nesse post, reunimos alguns momentos emblemáticos do rádio esportivo, com narrações históricas de grandes momentos do futebol.

Brasil x Uruguai – final da Copa do Mundo de 1950

Histórico jogo no Maracanã, em que o Uruguai se sagrou bicampeão mundial sobre o Brasil, calando 120mil pessoas no estádio e um país inteiro.

Um detalhe é que haviam dois narradores (Jorge Curi e Antônio Cordeiro pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro), cada um narrando o ataque de uma equipe.

 

Brasil x Tchecoslováquia – final da Copa do Mundo de 1962

Depois de um momento triste, um de alegria: a decisão da Copa de 1962, no Chile, narrada por Pedro Luiz Pauliello, da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Vasco da Gama x Cruzeiro – Brasileirão de 1974

A conquista vascaína foi narrada pela lenda do rádio Waldir Amaral, da Rádio Globo do Rio de Janeiro. Perceba que Waldir narra com rapidez, mas com muita clareza, colocando o torcedor dentro do confronto.

São Paulo 2×1 Barcelona – Mundial Interclubes 1992

Não pode faltar um dos maiores, que completou 70 anos de idade recentemente: o Pai da Matéria Osmar Santos, da Rádio Globo de São Paulo, narrando um dos maiores momentos da história do São Paulo: a decisão do Interclubes contra o Barcelona.

Flamengo 3×1 Vasco – Campeonato Carioca 2001

Dessa vez, vamos homenagear dois grandes do rádio esportivo narrando o mesmo lance: o gol antológico de Petkovic que deu o título ao Flamengo sobre o Vasco na decisão do Cariocão de 2001.

Primeiro, o Garotinho José Carlos Araújo pela Rádio Globo.

Depois, O Garotão da Galera Luis Penido narrando pela Tupi.

Tijuana 1×1 Atlético-MG – Copa Libertadores da América 2013

Um dos momentos mais icônicos da história do Altético-MG trazido por Osvaldo Reis, da Rádio Globo de Minas – a defesa de pênalti milagrosa de Victor no último lance da partida, que poderia eliminar o Galo da Libertadores.

E, pra encerrar, temos que trazer uma provocada nos hermanos.

Após o vareio que a Argentina levou no Mineirão pelas Eliminatórias da Copa de 2018, Daniel Mollo da Rádio Cooperativa da Argentina mostrou todo o seu descontentamento com a Argentina e reconhecendo a superioridade do Brasilzão.

Fonte e Fonte.

Quem mais aí é apaixonado pelo rádio? Baixa o volume da TV e aumenta o do rádio? Leva radinho ou aplicativo pro estádio? Comenta aí!

Kobe Bryant e a silhueta da logo da NBA: Homenagem ou polêmica?

No último dia 26 de janeiro, o mundo do esporte foi chacoalhado com uma tragédia.

Kobe Bryant, um dos maiores jogadores de basquete da história, estava com sua filha Gigi e com mais oito pessoas e um helicóptero de luxo.

O veículo caiu explodiu, matando todos os ocupantes.

A notícia caiu como uma bomba, deixando os fãs e amigos de Kobe não querendo acreditar no que aconteceu.

Kobe na logo?

Dentre as inúmeras e justas manifestações e homenagens a Kobe que apareceram no dia da tragédia e nos dias seguintes, uma em especial chamou a atenção.

Muitos fãs do jogador pediram que a NBA mudasse sua logo para adicionar um imagem da silhueta de Kobe Bryant.

O abaixo-assinado online tinha como objetivo apenas homenagear o atleta, e tinha 100 assinaturas como meta inicial.

Em menos de 48h, porém, o tal abaixo-assinado atingiu a impressionante marca de 2 milhões de assinaturas. Agora com a visibilidade, a meta foi para três milhões.

Além do abaixo-assinado, muitos internautas desenvolveram e postaram sugestões de logotipos da NBA para homenagear Kobe.

O polêmico logotipo da NBA

A NBA prontamente se manifestou sobre o desejo dos torcedores, informando que não faria tal homenagem por achar “injusto” deixar um jogador específico na logo.

A questão é que APARENTEMENTE ela está SIM usando uma silhueta de um jogador específico.

A história começa no final dos anos 1960. A NBA ainda não era nem de longe o império do basquete mundial que é hoje.

Aliás, precisava rivalizar na época com outra liga, a ABA (American Basketball Association).

Na tentativa de ganhar alguns pontos com o público, resolveu criar uma logo “moderna”, ficando a tarefa com o designer Alan Siegel.

Após algum tempo de pesquisa, em 1969, Seigel encontrou a inspiração que precisava numa revista esportiva: uma foto do astro Jerry West, dos Los Angeles Lakers.

Kobe Bryant e Jerry West

Digno de uma ideia de Arquimedes (mas sem sair pelado na rua), o designer criou a logo que todos conhecemos: uma silhueta branca de um jogador de basquete em ação sobre um fundo vermelho e azul.

Nem Seigel, nem a NBA, realmente reconhecem que a inspiração foi mesmo de uma foto de Jerry West.

No entanto, inclusive na época, muitos periódicos especularam e até encontraram a revista e a “tal imagem” que o designer pode ter se inspirado.

O motivo de não se admitir isso é até óbvio: a liga teria então uma dívida imensa, de bilhões de dólares, com o ex-jogador, por uso não autorizado de sua imagem.

Jerry West, o 2º maior cestinha dos Lakers, além de campeão como jogador, também foi treinador, e hoje faz parte da diretoria do Los Angeles Clippers.

Ele até hoje deve aguardar a “escorregadela” da NBA em admitir o uso da sua imagem na logo da NBA…

Fonte  e Fonte

E você, acha justa a homenagem a Kobe? E será que a NBA vai admitir algum dia o uso da imagem do Jerry West na logo? Comenta aí!

O futuro dos estaduais na mão da Globo

O nosso futebol é cheio de “pontos fracos”. O maior deles, sem dúvida nenhuma, é o calendário repleto de competições.

Os estaduais, com o aumento de interesse dos campeonatos nacionais – como a Copa do Brasil e do Brasileirão – acabou virando o grande vilão da história.

Sabemos, entretanto, que os estaduais são campeonatos importantes para incentivar o futebol em todo o país, e principalmente num país grande como é o Brasil.

A Máfia das Federações

Esse é o grande dilema do “mal necessário” que se tornaram os estaduais.

A força das federações locais acaba colocando a CBF como “refém” no que trata de separar datas para os campeonatos deles.

A diminuição feita nas datas para os estaduais feita pela atual gestão da CBF (agora são 16 datas) é meramente simbólica, para “não desagradar as federações”, estruturas já arcaicas que são a base da pirâmide do nosso futebol, lugar que deveria ser dos clubes.

Isso inclusive intriga muitos estrangeiros que, após a grande campanha do Flamengo em 2019, se perguntam se os estaduais atrapalham mais do que ajudam o nosso futebol.

Em entrevista a Forbes, o ex-presidente do Flamengo Luiz Veloso expõe o grande dilema dos clubes grandes com o estadual:

“Os campeonatos estaduais do Brasil devem ser aprimorados e racionalizados […] Mas eles têm tradição, eles merecem existir em um formato e tempo contemporâneos”.

A Globo entra na jogada

Nos últimos anos, essa queda de braço vem se intensificando, e pode ficar ainda maior com o intermédio da Globo.

A emissora (que geralmente detém os direitos de transmissão dos Estaduais) entrou na discussão e defende mudanças nas datas.

A Vênus Platinada quer convencer a CBF a fazer o Brasileirão ser o ano todo, de fevereiro a dezembro.

Logo, defende algo como um “reposicionamento dos estaduais” nesse calendário.

Em entrevista ao Blog do Rodrigo Capelo no Globoesporte.com, o diretor de direitos esportivos do Grupo Globo, Fernando Manuel Pinto, explica as motivações desse “plano”:

“O calendário é um item de muita influência não apenas esportiva, mas também comercial. Somente uma competição nacional no ano todo seria capaz de trazer todos os brasileiros para assistir aos jogos nacionais. O torcedor do Ceará certamente prefere ver um jogo contra o Flamengo, contra o Grêmio, ou mesmo contra o Avaí, uma partida relevante por disputa de vaga, rebaixamento e até mesmo para o Cartola”

Ao contrário do que se acha (e o que defendem muitos “especialistas”), o objetivo da Globo não é acabar com os estaduais, mas fazer que eles durem ao longo da temporada. Segundo Fernando Manuel Pinto:

“Um reposicionamento dos estaduais, para coexistir com o Brasileirão, pode fortalecer não apenas as competições nacionais mas também valorizar os próprios estaduais, que durariam ainda mais e não apenas em meio ao verão e ao retorno das férias, propiciando atividades mais longas para os diversos clubes que têm nele sua principal competição”

A Rede Globo já enfrenta problemas com direitos dos estaduais. Atualmente, o campeonato paranaense passa exclusivamente na DAZN, plataforma de streaming esportivo.

O advento do DAZN, MyCujoo e outras aplicações semelhantes é um desafio a mais para a Globo manter sua hegemonia no mercado, que agora divide (uma parcela, pelo menos) com o Grupo Turner a exclusividade do Brasileirão.

Mesmo assim, e mesmo falando que a Globo “não é gestora do futebol, ela é parceira do futebol”, a TV tem sim muita influência nos bastidores, e pode conseguir colocar seu plano em prática.

Fonte e Fonte

E aí, será uma boa ideia estender ambos os campeonatos (brasileiro, regionais) durante todo o ano? Comenta aí!

Análise do Brasileirão Feminino A1 2020

Após a grande visibilidade do futebol feminino em 2019 com a Copa do Mundo, o futebol brasileiro parece ter acordado para o incentivo ao futebol feminino.

Ainda que falte muita coisa, como a plena profissionalização da categoria, os passos dados precisam ser celebrados.

E a organização do calendário de 2020 é um passo importante.

O Campeonato Brasileiro Feminino Série A1 começará agora no mês de novembro. A elite do futebol feminino nacional terá 16 equipes.

Elas jogarão no modelo de pontos corridos em turno único, com as oito melhores equipes ao final da fase seguindo para a disputa do título.

As quatro últimas terão que jogar a Série A2 em 2021.

A Ferroviária é a atual campeã brasileira, batendo o Corinthians na decisão.

Confira as equipes que estarão no Brasileirão A1 2020:

Audax-SP
Corinthians-SP
Cruzeiro-MG (vindo da Série A2 2019)
Ferroviária-SP (atual campeão)
Flamengo-RJ
Grêmio-RS (vindo da Série A2 2019)
Iranduba-AM
Internacional-RS
Kindermann-SC
Minas Brasília-DF
Palmeiras-SP (vindo da Série A2 2019)
Ponte Preta-SP
Santos-SP
São José-SP
São Paulo-SP (Campeão da Série A2 2019)
Vitória-PE

Nessa edição, se integram na Série A1 via acesso da Série A2: São Paulo (campeão), Cruzeiro (vice-campeão), Palmeiras (3º lugar) e Grêmio (4º lugar).

A Ferroviária de Araraquara vai defender seu título, e tem o Corinthians como principal oponente – já se cruzaram em decisões por três vezes em 2019, com o Corinthians levando a melhor na semifinal do Paulistão e na final da Libertadores.

Mercado da Bola

Com o aumento da visibilidade (mesmo que ainda precise melhorar mais), vimos algo incomum no futebol feminino brasileiro: especulações do mercado da bola!

Quem mexeu mais com esse mercado foram os times de São Paulo, já que Palmeiras e São Paulo estão na elite em 2020.

O Corinthians repatriou Andressinha, que jogava nos EUA. Já o Santos foi o destino da craque Cristiane, que saiu do São Paulo decepcionada com a diretoria e com as condições dadas ao futebol feminino, mesmo tendo sido campeão da Série A2.

E não foi somente ela: duas atletas tricolores “pularam o muro” para jogar no Palmeiras, causando uma ridícula manifestação negativa de torcedores tricolores nas redes sociais.

O Palmeiras ainda mantém o projeto em Vinhedo, mas começa a estruturar melhor o futebol feminino, tendo movimentação no mercado da bola mais intenso que no masculino.

O Tricolor reagiu a essa debandada e montou praticamente um novo time, com muitos destaques da base.

Como destaque nessa nova equipe está Gláucia, vice-artilheira do Brasileirão do ano passado pelo Santos.

Tem transmissão na TV!

Na divulgação das cinco primeiras rodadas, a CBF indicou as transmissões das partidas do Brasileirão feminino.

Assim como na temporada passada, o Twitter e o sistema de streaming MyCujoo irão transmitir os jogos, assim como a TV Bandeirantes continuará a passar os confrontos na TV abeta.

Pela tabela detalhada, quatro partidas já têm transmissão prevista na Band, e cinco serão veiculadas no Twitter, ficando a cargo do MyCujoo transmitir as demais.

E já vamos começar com Derby! A Band vai transmitir logo na primeira rodada Palmeiras x Corinthians, no dia 9 de fevereiro, às 14h (horário de Brasília).

As outras partidas da TV aberta que tiveram as transmissões divulgadas foram:

Flamengo x São Paulo (16/02)
Grêmio x Santos (01/03)
Palmeiras x São Paulo (15/03)

Todas as partidas acontecem no horário das 14h do domingo.

Confira a tabela com as partidas do Brasileirão A1 aqui.

Fonte e Fonte

Em breve vamos atualizar o nosso Ranking Arena Geral de Clubes versão futebol feminino, o RACf. Por enquanto, confere lá a versão de 2019!

Quem vai ser campeão do Brasileirão Feminino? Comenta aí!

Boletim Tóquio 2020 – Fevereiro de 2020

A contagem regressiva para os Jogos Olímpicos de Tóquio fica cada vez menor. Muitas notícias apareceram em janeiro sobre o maior evento multidesportivo do mundo.

Vamos verificar as últimas notícias da preparação brasileira e da sede para as olimpíadas?

Rafaela Silva

Uma notícia péssima para o Brasil no mês foi a confirmação, por parte da Federação Internacional de Judô, suspensão da judoca Rafaela Silva, por ter sido pega em exame antidoping realizado em agosto do ano passado, durante o Pan de Lima.
A punição é de dois anos, o que tiraria a atleta dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Ainda cabe recurso no CAS (Corte Arbitral do Esporte), a última instância do direito desportivo mundial. Ficamos no aguardo para saber se a Rafa vai defender o título olímpico no Japão!

Uma combinação de resultado que ajudou o Brasil

Após um vexame nos Jogos Panamericanos, em que terminou na 3ª colocação, a Seleção Masculina de Handebol precisava então, torcer por uma combinação de resultados para ter mais uma chance de vaga para Tóquio em um pré-olímpico.

O Pan dava vaga direta ao vencedor, e vaga em pré-olímpico ao medalhista de prata. Graças a boa campanha no Mundial, o Brasil ainda tinha uma chance no pré-olímpico, mas para disputar esse torneio, precisaria torcer para:

– Egito ser campeão africano
– Noruega, França, Alemanha, Suécia, Croácia ou Espanha ser campeão europeu

Dessa forma, o Brasil poderia entrar no pré-olímpico. E foi exatamente o que aconteceu!

Egito campeão africano e Espanha campeã europeia foi o que bastou para o Brasil entrar no pré-olímpico.

E as chaves já estão definidas:  disputa duas vagas em Tóquio em Abril, na Noruega, contra as donas da casa, o Chile e a Coreia do Sul.

Treta no taekwondo brasileiro

Maicon Andrade, medalhista de bronze na última olimpíada no Rio e no Campeonato Mundial de taekwondo no ano passado, ficou fora da convocação para o pré-olímpico.

Mesmo com quatro categorias nos Jogos Olímpicos, cada país só pode enviar ao pré-olímpico dois atletas por gênero.

A Confederação Brasileira convocou Ícaro Miguel (até 80kg) e Edival “Netinho” até 68kg.

No ranking mundial, Maicon está no mesmo patamar de Ícaro e Netinho, e entende que uma dessa vagas ao pré-olímpico seria dele.

Portanto, vai entrar na justiça para ser um dos convocados para o torneio que dará vaga em Tóquio 2020.

Posteres dos jogos e design dos ingressos

Para comemorar os 200 dias para os Jogos, o Comitê Local divulgou posteres oficiais dos Jogos.

Ao todo, são 20 obras (12 divulgando as Olimpíadas e 8, as Paralimpíadas) e serão espalhadas por Tóquio para ajudar na promoção dos eventos.

Segundo o COL:

“Os pôsteres olímpicos traçam visualmente a história e a identidade de cada edição dos Jogos Olímpicos, testemunhando o contexto artístico, social e político de sua época […] Hoje, eles transmitem os valores e ideais olímpicos e mantêm um diálogo com a comunidade artística internacional e os talentos criativos do país anfitrião”.

As obras originais ficarão expostas no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio até o dia 16 de fevereiro.

Também foram divulgados o layout dos ingressos dos Jogos.

Baseados na identidade visual dos Jogos, são 59 modelos de ingressos para as Olimpíadas e 25 para as Paralimpíadas.

Cada um deles apresenta o pictograma da modalidade em disputa e o local da prova.

Foi inspirado nos três tipos de formas retangulares que compõem os emblemas olímpicos e paralímpicos.

Polêmica com bandeira

Uma polêmica antiga com “vizinhos” volta à tona para os Jogos.

A bandeira do sol nascente com 16 raios saindo dela está sofrendo boicote de diversos países do mundo, puxados pela Coréia do Sul.

Para os sul-coreanos, o uso da bandeira num evento como as Olimpíadas é uma grande lembrança das atrocidades cometidas pelas tropas japonesas durante a Segunda Guerra Mundial.

A bandeira é tradicional no Japão, e foi associada ao período terrível da Segunda Guerra por ser a bandeira que a Marinha japonesa usava.

Em 1905, o Japão ocupou a Coreia, e daí todo o tipo de atrocidades ocorreu. Centenas de milhares de coreanos foram submetidos a trabalhos forçados; Milhares de meninas e mulheres foram forçadas a trabalhar em bordéis militares.

O COI não concorda com o boicote, pois acredita que a bandeira “não tem conotação política”…

Proibição de manifestações políticas

Falando em conotação política, o COI publicou uma norma que proíbe atletas de fazerem manifestações políticas e religiosas durante os Jogos.

Estão proibidos:
– faixas ou cartazes;
– algum gesto acintoso como ajoelhar-se ou erguer o punho fechado;
– recusar-se a seguir algum protocolo do evento.

Está proibido se manifestar assim durante as cerimonias de abertura e encerramento, na entrega das medalhas, em jogos ou disputas oficiais e na Vila Olímpica.

Apenas é aceitável alguma manifestação pública dos atletas em suas redes sociais, em entrevistas para jornalistas e nas reuniões com suas equipes.

O objetivo do COI é focar apenas na competição. Alguns atletas, no entanto, já falaram que vão ignorar essa norma…

Coronavirus

O mundo se vê em grande perigo por conta de um vírus com alto contágio e que vem trazendo mortes: o coronavírus.

Com foco inicialmente na cidade de Wuhan, na China, já causa apreensão no mundo, sendo oficialmente confirmado em diversos países.

Pré-olímpicos de boxe e de futebol, que deveriam acontecer em solo chinês, foram suspensos. O mundial de atletismo indoor foi remarcado para 2021.

A FIA estuda medidas para o GP de F1 e o e-Prix da Fórmula E, que acontecem na China.

Já com casos confirmados em solo japonês, o COL das Olimpiadas e paralimpiadas já começam a se preocupar.

Segundo o Comitê:

“Medidas contra doenças infecciosas constituem uma parte importante de nossos planos para sediar Jogos Olímpicos seguros e protegidos”.

Vamos aguardar, pois a chance dos Jogos estarem ameaçados é grande!