Perfil AG – Zico

Chegou a hora de homenagear um dos maiores jogadores de futebol do Brasil, que é amado pela nação brasileira, flamenguista e… japonesa?

Conheça um pouco mais da história do ZICO!

O Galinho de Quintino

Arthur Antunes Coimbra, também conhecido como Zico, nasceu no dia 3 de março de 1953, no bairro de Quintino, Rio de Janeiro.

A relação de Zico com a bola começou cedo. Seu primeiro time foi o Juventude, equipe de futsal do bairro de Quintino criada por amigos e familiares.

Em 1967, após se destacar em um torneio de futsal, o radialista Celso Garcia, amigo da família, o levou para fazer um teste no Flamengo.

A Origem dos Apelidos

Zico: O apelido curto surgiu ainda na infância, dado por sua prima Ermelinda Rolim.

Galinho: Ao chegar ao Flamengo, Arthur era extremamente franzino.

Com apenas 1,55m de altura e pesando 37kg, sua compleição física lhe rendeu a alcunha.

Foi necessário um intenso trabalho de fortalecimento muscular e hormônios para que ele atingisse o corpo de atleta que o consagrou (chegando a 1,72m).

Carreira no Flamengo

A estreia de Zico como profissional aconteceu em julho de 1971, em um clássico contra o Vasco da Gama, onde participou da vitória rubro-negra por 2 a 1. A partir dali, Zico liderou o Flamengo em sua era mais vitoriosa.

Com a camisa 10 da Gávea, Zico foi o maestro de um time que conquistou o mundo. Seus números são impressionantes:

Maior Artilheiro do Flamengo: Foram 508 gols (algumas fontes citam 509) em 731 jogos.

Rei do Maracanã: Zico é o maior artilheiro da história do estádio, com 333 gols (registro de 334 em algumas contagens).

Principais Títulos: Liderou o clube nas conquistas da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes em 1981, além de quatro Campeonatos Brasileiros (1980, 1982, 1983 e 1987).

Passagem pela Europa e Japão

Em 1983, Zico foi vendido para a Udinese, da Itália, onde jogou até 1985.

Apesar da curta passagem, encantou os italianos com seus gols de falta e visão de jogo.

Mais tarde, Zico foi pioneiro no futebol japonês.

Atuou pelo Kashima Antlers entre 1991 e 1994, sendo fundamental para a popularização do esporte no país.

Sua influência foi tamanha que ele se tornou técnico da Seleção Japonesa na Copa do Mundo de 2006.

Seleção Brasileira

Pela Seleção Brasileira, Zico disputou as Copas do Mundo de 1978, 1982 e 1986.

Fez parte da lendária equipe de 82, comandada por Telê Santana, que encantou o mundo mas não levou a taça.

Ao todo, disputou 89 jogos (ou 94, contando amistosos não oficiais) e marcou 66 gols com a “Amarelinha”.

Vida Fora dos Campos e Curiosidades

Após pendurar as chuteiras, Zico foi Ministro dos Esportes no governo Collor, onde criou a “Lei Zico”, visando modernizar o futebol brasileiro.

Também fundou seu próprio clube, o CFZ (Centro de Futebol Zico), além de atuar como comentarista esportivo.

Após deixar o campo, Zico também brilhou nas areias, defendendo a seleção brasileira de beach soccer.

Jogo das Estrelas

Em 2004, incentivado por seu filho, Junior Coimbra, Zico realizava no CFZ (Centro de Futebo Zico), o primeiro Jogo das Estrelas, ainda com a alcunha de “Pelada” e “Amigos de Zico”. A entrada foi

No ano seguinte, o evento começou a ganhar a forma que tem até hoje. Para um público de 3.300 pessoas no CFZ, com direito a Maradona, Zico conseguiu arrecadar três toneladas e meia de alimentos.

Desde 2007, e somente não acontecendo em 2010, 2011 e 2012, o Jogo das Estrelas “encerra” a temporada de futebol no Maracanã.

Fonte, Fonte, Fonte e Fonte.


Que outro ídolo merece uma homenagem no nosso quadro? Comenta aí!