Uma das maiores revoluções do futebol nasceu de uma dor crônica no tornozelo!

As cobranças de falta que antes era consequência da pura força bruta, virou arte dos pés do brasileiro Didi, desafiando até mesmo a física!

Waldyr Pereira, o Didi, comandou o meio-campo da Seleção Brasileira na conquista do primeiro título mundial em 1958, e inventou a finalização mais imprevisível e icônica de todos os tempos: a Folha Seca.

Só que sua importância não vem apenas para o futebol brasileiro. Ele também se tornou um herói nacional no Peru!

Vamos conhecer um pouco mais sobre esse grande craque do nosso futebol!

A invenção da Folha Seca

O equipamento dos jogadores na década de 1950 era bem pesada, não só a chuteira quanto a bola (pesada, de couro).

Isso exigia muito do jogador para finalizar de fora da área. E isso se tornou um problema ainda maior para Didi quando ele sofreu uma grave lesão no tornozelo direito.

As dores impediram que Didi batesse na bola com a força habitual.

Por isso, ele desenvolveu uma técnica que era totalmente inovadora na época: bater na bola com a parte interna dos três últimos dedos do pé, fazendo a bola ganhar um efeito de rotação.

Esse efeito fazia a bola subia como se fosse um chute normal, mas, ao se aproximar do gol, perdia força rapidamente e caía de repente, surpreendendo o goleiro e geralmente indo “na gaveta”.

Daí veio o apelido do chute, já que a bola se comporta exatamente como uma folha seca caindo de uma árvore.

Ídolo em Copas: no Brasil e no Peru

Bicampeão mundial com a Seleção Brasileira, Didi foi eleito o melhor jogador da Copa de 1958, na Suécia, sendo o maestro da nossa primeira conquista.

Um detalhe marcante dessa jornada especificamente foi na final, quando a Suécia abriu o placar.

Didi pegou a bola dentro do gol e calmamente voltou ao centro do campo. Segundo ele, o Botafogo – clube que ele atuava na época – tinha goleado essa mesma Suécia meses antes.

Coincidência ou não, a tranquilidade imperou na Seleção a partir daí, e vencemos nosso primeiro título mundial com uma goleada.

Depois de brilhar no Botafogo, no Fluminense e ter uma passagem rápida pelo Real Madrid, Didi levou sua genialidade para a prancheta de treinador.

Em 1970, foi para a Copa como comandante, e com a Seleção do Peru, algo que o país não alcançava desde 1930.

Sob o comando de Didi, os peruanos jogavam um futebol ofensivo que o levou para as quartas de final onde, pelas ironias da vida, enfrentou justamente o Brasil de Pelé.

O time de Didi não avançou, mas o futebol peruano começou a se destacar após esse Mundial e por praticamente toda a década de 1970.

Mais um legado de Didi.

Fato Curioso:

Romário acumulou as funções de jogador e treinador do Vasco da Gama simultaneamente em 2007. O 'Baixinho' substituiu Celso Roth no comando técnico e ainda marcou gols importantes, vivendo uma das experiências mais raras do futebol brasileiro.

Confira mais sobre essa curiosidade!

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