Se você pensa que os maiores artilheiros da história do futebol em grandes torneios mundiais são homens, existe um posto, especificamente o dos Jogos Olímpicos, que pertence a uma brasileira de Osasco: Cristiane Rozeira.
O torneio olímpico de futebol virou seu quintal. Porém, a trajetória da nossa camisa 11 não foi feita apenas de gols; foi uma luta contra o preconceito, a falta de estrutura e até uma breve aposentadoria precoce da Seleção.

A artilheira olímpica
Cristiane é a maior artilheira de todos os tempos dos Jogos Olímpicos (entre homens e mulheres).
Marcou 14 gols marcados em quatro edições (2004, 2008, 2012 e 2016).
Sua capacidade de finalização é tão letal que ela detém outro feito raro.
Mmarcou dois hat-tricks (três gols no mesmo jogo) em edições diferentes das Olimpíadas (Atenas 2004 e Pequim 2008)!
O Início com Chuteira de “Menino”
A história de Cristiane começa com um obstáculo comum às pioneiras: a falta de material.
No início, sua mãe precisava comprar chuteiras masculinas e cortar as pontas para que servissem, já que não existiam modelos para meninas.
Além disso, Cristiane enfrentou o desafio de se manter relevante em alto nível por mais de duas décadas.
Em 2017, ela chegou a anunciar sua saída da Seleção Brasileira em protesto contra a demissão da técnica Emily Lima.
Porém, voltou em 2019 para a Copa do Mundo e, mesmo que o Brasil não tenha passado das oitavas, Cristiane fez o gol mais bonito da competição.
Hoje, Cristiane segue atuando pelo Flamengo. Se tornou mais do que uma jogadora; é um símbolo de resiliência.
Fato Curioso:
A Fita Azul era uma honraria concedida pela CBD e pelo jornal 'A Gazeta Esportiva' a clubes brasileiros que retornavam invictos de excursões internacionais. A Portuguesa é a maior detentora do título, tendo conquistado o feito três vezes nos anos 50.
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