10 mulheres de destaque do esporte brasileiro

Na última sexta-feira comemoramos o Dia Internacional da Mulher, data importante para a luta feminina por igualdade.

Em tempos tenebrosos em que mulheres são mortas simplesmente por serem mulheres, a representação na sociedade – inclusive no esporte – se faz necessária.

Para homenagear essa data, e para inspirar as nossas queridas geraldas, vejam uma lista de 10 desportistas de destaque no nosso Brasil. Confere aí:

Formiga

Nascida Miraildes Maciel Mota em 1978, Formiga é uma das mais laureadas jogadoras de futebol.

Para você ter uma ideia, desde que o futebol feminino se tornou parte do programa olímpico, em 1996 – Atlanta, ela sempre esteve disputando! São 6 edições, com duas medalhas de prata.

Além disso, foi vice-campeão mundial, campeonato em que também detém o recorde de participações, junto com a japonesa Homare Sawa: 6 vezes.

Formiga hoje está com 41 anos e ainda está na ativa, jogando no PSG.

Será que vem mais recorde por aí? Tem Copa esse ano e Jogos Olímpicos ano que vem…

Maya Gabeira

Maya Gabeira é uma surfista profissional do tipo big rider (encara ondas gigantes).

É filha do ex-deputado federal Fernando Gabeira e da estilista Yamê Reis, mas construiu muito bem seu próprio lugar ao sol – literalmente.

Pentacampeã do Billabong XXL Global Big Wave Awards, prêmio que laureia as melhores ondas grandes surfadas, ela passou por maus bocados, como em 2011 em Teahupoo, e a mais séria em Nazaré, em 2013, quando tentava bater um recorde de maior onda surfada.

Esse episódio em Portugal quase tirou a vida de Maya, mas não a vontade de bater o recorde, que foi vencido em 2018: 20,1 metros de altura!

Ela agora está no Guiness Book e, mais recentemente, integra o rol de homenageadas pela Mattel para inspirar uma boneca BARBIE!

Rafaela Silva

A primeira judoca brasileira a ser campeã mundial E olímpica, Rafaela Silva cresceu na favela carioca da Cidade de Deus.

Ela e sua irmã Raquel começaram a participar de aulas de judô do Instituto Reação, do judoca Flávio Kanto.

As irmãs são talentosas, mas Raquel teve seu desempenho prejudicado por conta de lesões nos joelhos. Rafaela, no entanto, começou a se destacar, mostrando potencial.

Infelizmente, ela sofreu de forte preconceito em 2012, durante os Jogos Olímpicos de Londres, quando foi desclassificada por praticar golpe recentemente ilegal. A atleta foi criticada nas redes sociais, o que poderia ter abreviado a carreira de Rafaela.

Deu a volta por cima anos depois, se sagrando campeã mundial de judô em 2013 e a medalha de ouro olímpica, praticamente no quintal de casa, no Rio de Janeiro, em 2016.

Ela ainda está na ativa, e quer mais uma dobradinha na sua carreira!

Fabiana Murer

Numa modalidade do atletismo que não é tão difundida no país, Fabiana Murer foi uma das melhores do mundo.

Foi campeã mundial e pan-americana de salto com vara, além de recordista brasileira e sul-americana.

Foi a nº1 do mundo no ranking da IAAF de 2014. Travou alguns duelos contra Yelena Inzibayeva mundo a fora.

Apesar de todas as conquistas, que refletiram na difusão do esporte no país, faltou uma medalha olímpica. Nas três vezes que esteve nos Jogos, não foi como o Brasil esperava.

Após os jogos do Rio, anunciou sua aposentadoria, passando a assumir cargo de direção no seu clube, ajudando o desenvolvimento do atletismo.



Maria Esther Bueno



Maria Esther Bueno é uma lenda do tênis, e uma das maiores atletas brasileiras de todos os tempos.

Atuou por 3 décadas, conquistando títulos em todas, algo raro no tênis.

Na década de 1960, foi a primeira mulher a ganhar o Grand Slam de tênis (os 4 grandes torneios da temporada). Ao todo, venceu 19 Grand Slams.

Foi 1º lugar do Ranking 3 vezes, e entrou no Livro dos Recordes por vencer a final do US Open de 1964 em apenas DEZENOVE MINUTOS.

A Bailarina do Tênis só não conseguiu uma medalha olímpica, pois o tênis deixou os Jogos na década de 1930 e só voltou ao programa olímpico em 1966.

Morreu em 2018, em decorrência de uma piora no quadro de câncer. Ela era comentarista de tênis no canal pago SporTV.

Maria Lenk

Maria Emma Hulga Lenk Zigler foi uma pioneira na natação brasileira (e por que não dizer mundial), sendo a única mulher brazuca a ser introduzida no Hall da Fama da Natação.

Maria Lenk foi a primeira nadadora do Brasil a estabelecer um recorde mundial, e “inventou” o nado brboleta, quando disputou uma prova de nado de peito nos Jogos Olímpicos de 1936.

Sua seriedade e rigidez como nadadora e professora era notório para quem conviveu com ela, o que lhe dá uma fama contraditória.

Mesmo já em idade avançada, Maria Lenk continuava competitiva, levando medalhas por onde passava. Até os últimos dias de vida, ela nadava cerca de 1.500 metros por dia!

Nomeia um parque aquático que foi inaugurado nos Jogos Panamericanos do Rio. Morreu em 2007.

Fofão

Nascida Hélia Rogério de Souza Pinto, Fofão é uma das mais vitoriosas e longevas jogadoras da Seleção Brasileira, sendo da Seleção entre 1991 a 2008, disputando 340 partidas.

Esteve em cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, iniciando em 1992. Foi campeã olímpica em 2008 e medalhista de bronze em 1996 e 2000, sendo a única a conseguir tal feito.

Além disso, venceu Jogos Panamericanos, foi vice campeã mundial duas vezes, 6x campeã do Grand Prix, além títulos nos clubes por onde passou, sendo por diversas vezes nomeada a melhor levantadora e/ou MVP das competições que disputou.

Se despediu das quadras em 2015, quando jogava no Rio de Janeiro.

Hortência

Hortência de Fátima Marcari é uma das maiores atletas femininas de seu esporte, entrou para o Hall da Fama do Basquetebol Feminino dos EUA e no Basketball Hall of Fame.

Maior pontuadora da história da seleção, já disputou cinco mundiais (vencendo um em 1994) e duas Olimpíadas (medalhista de prata em 1996).

Uma de suas conquistas mais emblemáticas foi o Panamericano de 1991 em Havana, Cuba. Tanto é que o próprio ditador Fidel Castro “se rendeu” a Hortência e a Paula, que comandaram a Seleção na conquista panamericana.

Ela já foi dirigente da CBB e hoje é comentarista de basquete do Grupo Globo e continua a promover o basquetebol.

Eduarda Amorim

Eduarda Idalina Amorim é um destaque nessa lista pois ajudou o handebol brasileiro a atingir sua mais laureada conquista: o Campeonato Mundial de Handebol, em 2013.

No ano seguinte, foi eleita a melhor jogadora do mundo em votação realizada através no site da Federação Internacional de Handebol.

Foi bicampeã, junto com a Seleção, dos Jogos Panamericanos.

A Duda, além do sucesso com a seleção, se tornou a primeira brasileira a conquistar o título da Liga dos Campeões da Europa jogando pelo Győri da Hungria.

Amanda Nunes

A Leoa encerra a nossa lista. Amanda Nunes é lutadora de MMA e atualmente é a campeã das categorias peso-galo e peso pena feminino do Ultimate Fighting Championship.

Ela ganhou seu primeiro cinturão – a primeira atleta brasileira a conquistar um cinturão no UFC – no UFC 200, contra a até então campeã Miesha Tate.

Agora ela acumula também o cinturão dos penas após vencer a também brasileira Cris Cyborgue.

Amanda é uma das poucas lutadoras homossexuais assumidas no esporte, e a primeira atleta gay campeã do UFC!

Claro, você deve estar sentindo falta de algumas desportistas, como a Rainha Marta.

Na verdade, já temos alguns posts sobre ela – um perfil só pra ela, e comentando sobre a conquista do hexa de melhor jogadora do mundo.

Além da Rainha, podemos fazer algumas menções honrosas: Maureen Maggi, Magic Paula, Ana Marcela, Poliana Okimoto, Daiane dos Santos, Aída dos Santos, entre outras.

E aí, faltou alguma na lista? Comenta aí!

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