Cinco fatos marcantes nas Cerimônias de Abertura dos Jogos Olímpicos

Faltam poucos dias para o início dos Jogos Olímpicos. Mesmo que sem público, a Cerimônia de Abertura de Tóquio guarda grande expectativa.

As Cerimônias servem para conduzir o expectador (na plateia e na audiência) sobre o que o país sede pode oferecer, a paixão pela olimpíada e pelo esporte, além, claro, do Desfile das Nações.

2016 Rio Olympics – Opening Ceremony – Maracana – Rio de Janeiro, Brazil – 05/08/2016. Fireworks explode over the Maracana stadium. REUTERS/Alkis Konstantinidis

Nesse post reunimos cinco momentos marcantes que aconteceram nas Cerimônias de Aberturas anteriores – e documentadas, obviamente.

Barcelona 1992: A flecha que “errou o alvo”

Os grandes momentos das cerimônias de abertura estão relacionados a pira olímpica, o símbolo máximo dos Jogos.

Ele basicamente é o ponto alto e principal a cerimônia de abertura. Quatro dos cinco fatos da lista são sobre a pira.

E essa foi uma tremenda enganação. Ou aparenta ter sido.

O estádio em Barcelona ficou impressionado com o acendimento da pira, realizado por Antonio Rebollo, que atirou uma flecha em chamas dentro da pira.

Bonito, não?

Pois é.

Se você não percebeu no vídeo acima (do canal das Olimpíadas), APARENTEMENTE a flecha de Rebollo não acendeu a pira, mas passou sobre ela.

Se foi proposital (se havia algum gás ali) ou se acendeu manualmente ao ver que o arqueiro errou o alvo, é uma questão que se discute até hoje.

Londres 2012 – Rainha e James Bond chegando no estádio

Um dos momentos mais WTF da história das Aberturas foi, sem dúvida, a dos Jogos de 2012.

Londres entregou dois incríveis espetáculos – a abertura e o encerramento. Também com a quantidade de cultura pop que emana de lá, era difícil comportar tudo em apenas dois eventos.

Tínhamos uma vasta gama de opções para colocar aqui, mas decidimos colocar a mais, er, “sem noção”.

No início da cerimônia, dois ícones ingleses se juntaram de uma forma que ninguém esperava.

James Bond (interpretado por Daniel Craig) escoltou a Rainha Elizabeth II ao Estádio de Londres. De uma forma bem incomum, até para o espião.

CLARO que não foi a Rainha, né gente… Mas que foi engraçado, foi!

Tóquio 1964 – Sobrevivente da bomba atômica acende a pira

Em meio a tensão da Guerra Fria, e com resquícios do que aconteceu na Segunda Guerra, Tóquio recebeu pela primeira vez os Jogos Olímpicos em 1964, 19 anos após o fim do conflito armado que assolou o mundo.

Pela primeira vez a Cerimônia foi transmitida para a TV de forma global – e aconteceu pela manhã para que a Europa pudesse acompanhar.

O momento alto da cerimônia, o acendimento da pira olímpica, foi feita por Yoshinori Sakai.

Ele era conhecido como “bebê de Hiroshima”, pois nasceu no dia 6 de agosto de 1945, no mesmo horário em que a bomba atômica atingiu a cidade, um dos momentos mais vergonhosos da história da humanidade.

Ele, que também era atleta, foi um símbolo desse “novo Japão” que nasceu após uma profunda dor.

Seul 1988 – Pombos pegando fogo

Um hábito nas cerimônias de abertura, para simbolizar a promoção da paz que o movimento olímpico prega desde seus primórdios gregos (de até parar guerras), a soltura de pombas brancas, símbolos universais da paz.

Esse hábito teve que mudar depois da Cerimônia de Abertura dos Jogos de 1988, em Seul.

Os pássaros foram soltos num determinado momento da cerimônia, e ficaram de boas na pira olímpica.

O problema é que, na hora do acendimento da pira, elas ainda estavam lá.

O operador da TV bem que tentou tirar o foco da cena, mas deu pra ver que diversos pombos saíram pegando fogo ou foram simplesmente incinerados após o acendimento.

Desde então, a “soltura” das pombas nas cerimônias é apenas simbólica, sem a presença do animal.

Atlanta 1996 – A redenção de um herói

Cassius Clay, conhecido depois por Muhammad Ali, foi o maior pugilista da história.

E passou pelos Jogos Olímpicos sendo ouro em Roma, 1960.

Porém, ele não teve a recepção esperada ao voltar a América. No momento em que a segregação racial inflamava a sociedade americana, ele foi totalmente desprezado.

Depois de longos anos, ele teve, enfim, sua importância olímpica reconhecida.

Já debilitado por conta do Mal de Parkinson, Ali teve a honra de acender a pira olímpica do centenário dos Jogos da Era Moderna, em Atlanta 1996.

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