Dois anos da Rio 2016: Como estão os campeões olímpicos do Brasil?

No último dia 21 de agosto, comemorou-se dois anos do encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Daqui há 2 anos, teremos mais um evento olímpico, dessa vez em Tóquio, no Japão.

Como nossos atletas estão se preparando para esse novo ciclo olímpico? Estamos bem ou não?

Primeiramente, vamos ver como estão nossos campeões olímpicos de ouro. Será que podemos ter repeteco no Oriente em 2020?

A judoca Rafaela Silva foi a primeira medalhista de ouro brasileira nos Jogos Rio 2016.

Para ela, a conquista teve diversos sabores especiais. Quer seja pelo polêmico torneio quatro anos antes, em que foi eliminada por dar um golpe recentemente ilegal, quer seja pelo fato de morar há minutos do Rio Centro, local da disputa do judô.

Isso tornou Rafaela uma das medalhistas mais badaladas após os jogos. E isso pode ter prejudicado os anos seguintes dela, principalmente o ano de 2017, que não foi nada produtivo, com resultados bem abaixo do esperado.

A judoca atribui essa “queda” aos conflitos na agenda, entre compromissos dentro e fora do tatame. Agora que a euforia olímpica passou, ela deseja se blindar nos anos antes da Olimpíada de Tóquio.

“Por causa de muitos eventos e entrevistas, ainda não consegui retomar minha rotina de treinos como fazia antes dos Jogos Olímpicos. […] Para o pouco que eu treinei, 2017 até que foi bom. Só poderia ter ido um pouco melhor no Campeonato Mundial”

Após surpreender o mundo vencendo a disputa do salto com vara e ainda marcando recorde olímpico, Thiago Braz não tem vivido uma boa fase no esporte. o brasileiro vem colecionando resultados muito ruins nas competições, independente do peso.

Um exemplo dessa queda de desempenho foi o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, disputado em Bragança Paulista, interior de São Paulo. Thiago nem sequer passou pela marca dos 5.40m, marca que ele está acostumado a bater desde o começo da carreira, além de ser muito longe dos 6.03m marcados na Rio 2016.

Para Braz, o que mexeu com a cabeça dele foi a quantidade e gravidade das lesões sofridas após as Olimpíadas: lesões nas costas e nas panturrilhas das duas pernas (a pior delas foi na perna esquerda, e fez com que ele ficasse sem pisar no chão por uma semana, quebrando totalmente o ritmo de treinamentos).

Seguindo em frente, Robson Conceição deixou o boxe olímpico amador e entrou no boxe profissional, mostrando um impressionante desempenho nos ringues. Pelo Conselho Mundial de Boxe, já acumula sua 8ª vitória como profissional – a última ocorreu no início do mês passado.

O brasileiro não vê a hora de enfrentar as pedreiras do Conselho e, quem sabe, poder entrar na disputa do cinturão.

A dupla medalhista de ouro na vela deu um tempo, só que foi por um bom motivo: Martine Grael ingressou numa equipe da Volvo Ocean Race, a Volta ao Mundo de vela. Ela se tornou a primeira mulher brasileira a vencer uma etapa da competição.

Após a aventura nos mares, Martine volta a sua dupla com Kahena Kunze para garantir a vaga olímpica da classe 49er FX para Tóquio 2020. Apesar do 4º lugar no Mundial, a dupla continua favorita ao bi no Japão.

Novos ares para o vôlei de praia. As duplas medalhistas olímpicas decidiram tomar rumos opostos.

Os medalhistas de ouro, Bruno e Alisson, romperam sua parceria dourada. Cita Alisson:

Foram anos maravilhosos. Tenho orgulho do que construímos juntos, um time que foi exemplo para muita gente, que alcançou todos os resultados, mas que chegou ao fim. Conversamos e entendemos que é o momento de buscarmos coisas novas, e o mais importante é que, além das boas lembranças de tantas conquistas, ficam a amizade, o respeito e o carinho que um tem pelo outro.

Alisson agora forma dupla com André Stein. Já Bruno faz dupla com Pedro Solberg. As duas duplas são frequentes nos circuitos mundiais, mas ainda não com o mesmo favoritismo de antes.

Os medalhistas de ouro olímpicos do futebol masculino no Rio tiveram destinos diversos. Quatro jogadores que venceram a Alemanha nos pênaltis disputaram a Copa do Mundo em 2018.

Apenas cinco atletas se mantiveram em seus clubes originais no momento da convocação olímpica. Somente Gabriel Barbosa saiu do Santos, mas voltou logo depois.

Em parênteses, o clube atual. Entre colchetes, o clube na época da Olimpíada. Com asterisco, jogador que esteve na Rússia em junho passado.

Weverton (Palmeiras) [Atlético-PR]
Zeca (Internacional) [Santos]
Rodrigo Caio (São Paulo)
Marquinhos (PSG) *
Renato Augusto (Beijing Guoan) *
Douglas Santos (Hamburgo) [Atlético-MG]
Luan Jesus (Grêmio)
Rafinha Alcântara (Barcelona)
Gabriel Barbosa (Santos)
Neymar (PSG) * [Barcelona]
Gabriel Jesus (Manchester City) * [Palmeiras]
Wallace Oliveira (Chelsea) [Grêmio]
William Asevedo (Wolfsburg) [Internacional]
Luan Garcia (Palmeiras) [Vasco]
Rodrigo Dourado (Internacional)
Thiago Maia (Lille) [Santos]
Felipe Ânderson (West Ham) [Lazio]
Uílson (Atlético-MG)

A seleção de vôlei masculina inicia um novo ciclo para Tóquio. Bernardinho deixou o comando da Seleção depois de quase 16 anos, e Renan Dal Zotto, diretor de seleções até os Jogos do Rio, assumiu o time.

Desde então, a Seleção masculina ainda busca afirmação. Ficou no quase na Liga Mundial de 2017 e amargou um 4º lugar na primeira Liga das Nações. Agora vem desfalcado de jogadores como Lucarelli para encarar um campeonato mundial.

Bruno Rezende*
Maurício Souza*
Lipe*
Mauricio Borges
Lucão*
Lucarelli
Douglas Souza*
Serginho
Wallace*
William*
Éder Carbonera
Evandro Guerra*

* Foram convocados para o Mundial de Vôlei


Na próxima semana, vamos ver como os outros medalhistas olímpicos estão 2 anos depois da Rio 2016.

Esperava mais dos nossos campeões? Vamos chegar be em 2020? Comenta aí!

 

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