Todos os Campeões Mundiais Masculinos de Basquete

O Campeonato Mundial de Basquetebol masculino está perto de começar. A bola laranja vai subir na China para 32 seleções.

O basquetebol mundial vai se organizando e tentando se descolar de futebol e vôlei, colocando o mundial um ano após.

Quem será que vai ficar no topo nessa edição? E porque é os EUA?

Brincadeiras à parte, vamos nesse post elencar todos os campeões mundiais de basquete desde o início do torneio, em 1950.

Tem Brasil na lista! Confira:

Estados Unidos

5 títulos (1954, 1986, 1994, 2010, 2014)

É engraçado, pois até o último mundial, os EUA não tinham a hegemonia desse quadro de títulos.

Pelo contrário, até 1994, estava perdendo para a URSS!

O basquetebol americano nunca foi grande fã de competições de fato internacionais (vale lembrar que, nos esportes americanos, chamam-se os campeões de WORLD CHAMPIONS – campeões MUNDIAIS).

Só que, após a épica vitória do Brasil no Pan de 1987 em Indianápolis, os americanos acordaram e decidiram entrar pra valer em todas as competições.

Até então os americanos enviavam equipes universitárias, e restringiam – ou não permitiam – jogadores ditos “profissionais”.

Tudo muda em 1989, quando A FIBA permitiu que os jogadores profissionais da NBA participassem dos Jogos Olímpicos pela primeira vez.

Aí veio o Dream Team, que varreu a olimpíada de Barcelona e recolocou os americanos na hegemonia do esporte que criaram.

APESAR do vexame de 2002, em que terminou em 6º lugar jogando em casa.

Para 2019, no entanto, a coisa parece desandar. Muitos jogadores decidiram pedir dispensa para focar na pré-temporada da NBA. Mesmo com um time não “Dream Tream”, os americanos tem tudo pra se isolar nesse ranking.

Iugoslávia*

5 títulos (1970, 1978, 1990, 1998, 2002)

Considerada a terceira melhor seleção de basquetebol de todos os tempos. E não é pra menos.

Desde que o Mundial deixou as Américas e finalmente chegou a Europa, rivalizou com a também extinta URSS pelo poderio no basquete mundial.

Com o desmembramento da Iugoslávia em 1995, obviamente a Seleção chegou ao fim, mas cada república pertencente a ex-Iugoslávia “herdou” a qualidade da original.

Sérvia e Croácia chegaram a ir bem longe nos campeonatos mundiais após 1995.

Uma curiosidade: após vencer, na casa dos americanos, o título de 2002, ficou marcado que o Mundial de 2006 seria na atual Sérvia e Montenegro. No entanto, a tensão pela separação dos países fez com que a FIBA mudasse a sede para o Japão.

União Soviética**

3 títulos (1967, 1974, 1982)

A extinta URSS trouxe a Guerra Fria para o esporte, e o basquete soviético era o grande orgulho nacional.

Tanto que, na década de 1970, só dava URSS e Iugoslávia no topo do Mundial.

É considerada a segunda melhor seleção de basquetebol de todos os tempos, perdendo apenas para a americana pós-Guerra Fria.

O fim da URSS, no início da década de 1990, desmembrou a Seleção, criando outros fortes escretes, como Rússia e Lituânia, entre outras

A última participação internacional da seleção soviética foi no Mundial de 1990, na Argentina, no qual obteve a medalha de prata ao ser derrotada pela Iugoslávia – que tirou os americanos do páreo.

EUA e URSS decidiram duas vezes o Mundial, com cada um vencendo uma vez.

Brasil

2 títulos (1959, 1963)

Com um bicampeonato em tempos áureos, com grandes equipes e jogadores Hall da Fama (como Oscar Schmidt), o basquetebol brasileiro tenta se reinventar nessa nova geração.

De acordo com a FIBA, é a seleção, após a americana, a ter mais títulos em atividade.

Rivalizando com a Argentina como potência na América Latina, desde o final da década de 1990 passa por um período de decadência.

Já ficou de fora de Olimpíadas, Mundiais e de Jogos Panamericanos nesse período.

Recentemente sofreu uma intervenção externa da FIBA, que impediu o Brasil de competir em diversas categorias por alguns meses.

Atualmente, vem mostrando reação – principalmente com uma reoganização no basquete brasileiro – voltando a ter destaque internacional.

Argentina

1 título (1950)

A primeira campeã mundial de basquete demorou, mas voltou a figurar entre as grandes seleções do mundo.

A Argentina pode tirar onda de, após o período da Guerra Fria, ser a primeira equipe a desbancar a Seleção Americana no basquete olímpico – foi ouro em Atenas 2004.

Até a hoje, nossos hermanos são a única seleção de basquete da América Latina que conquistou a quíntuple coroa: campeã do mundo (1950), olímpica (2004), da Copa das Confederações da FIBA (Diamond Ball 2008), da América (2001 e 2011), e Pan-Americana (1995 e 2019).

Também pode tirar onda que, após os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, tornou-se a seleção número 1 do Ranking Mundial da FIBA – claro, foi por pouco tempo, mas a marca está lá.

Hoje a Argentina tenta manter esse bom desempenho nas competições internacionais de basquete para, quem sabe, beliscar o bi – apesar de improvável.

Espanha

1 título (2006)

Se a Argentina pode dizer que derrotou a seleção americana em Jogos Olímpicos, a Espanha pode dizer o mesmo em se tratando de Mundiais.

Na verdade, aquele mundial de 2006 foi realmente incomum: seria em Sérvia e Montenegro, mas o país “acabou”.

Foi para o Japão, em que duas seleções europeias (Espanha e Grécia) que nunca haviam SEQUER chegado a um pódio de Mundial desbancaram as atuais melhores seleções do mundo (EUA e Argentina).

Na decisão, a Espanha levou a melhor sobre a Grécia, conquistando o Mundial.

Assim como no futebol, a Espanha tem grandes clubes de basquete, e refletiu a carência de grandes conquistas dos gramados.

Depois de “mudar de prateleira” no basquete mundial, a Espanha hoje é a 2ª melhor seleção do Ranking da FIBA, perdendo OBVIAMENTE para a seleção americana.

* A Seleção da Sérvia “herdou” essas conquistas
** A Seleção da Rússia “herdou” essas conquistas

Aqui colocamos as aspas em “herdou” pois não há – assim como ocorre no futebol – um reconhecimento explícito da FIBA com relação a essa “herança”.

Sabemos que, após os desmembramentos ocorridos na Europa oriental pós-Guerra Fria, Sérvia e Rússia seriam o que restou das “originais” Iugoslávia e URSS.

No entanto, no quesito ranking, a FIBA não considera esse detalhe e trata os países distintamente em suas épocas.

Será que dá EUA ou pinta uma zebra? Comenta aí!

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