10 contratações bombásticas do futebol brasileiro

Com a chegada recente de Daniel Alves, Rafinha e Filipe Luis, somando a negociação do Flamengo com Balotelli, nosso futebol vem chamando atenção do mundo.

Os clubes brasileiros vem atraindo (tanto futebolisticamente quanto financeiramente) jogadores já afamados, mas que eram impensados em atuar em terras brazucas anos atrás.

Essa seleção mostra alguns desses jogadores que aterrissaram no nosso futebol “surpreendendo” imprensa e torcida. Alguns vingaram, outros nem tanto…

Aqui vamos focar em JOGADORES. Chegadas de Jorge Jesus e Sampaoli podem ser analisados depois.

Lembrando também que o importante aqui é o impacto do jogador na época da contratação.

Não importa se ele foi melhor ou não, o importante é como ele estava na época que apareceu no nosso futebol.

Borja

Começando com a maior contratação do Palmeiras até então.

O colombiano Miguel Borja foi destaque na Copa Libertadores de 2016, quando o Atlético Nacional, seu clube na época, foi campeão.

Foi uma contratação elogiada e concorrida com o futebol chinês.

Borja foi recebido com muita festa no aeroporto em São Paulo.

Esse foi o maior reforço do Verdão em 2017, para tentar voltar a vencer a competição continental.

Bem, nesse sentido, Borja foi artilheiro da Libertadores em 2018, no ano seguinte, mas foi só.

Digamos que o custo/benefício não foi bom para o Palmeiras. Ele é contestado até hoje, e está em vias de sair do clube.

Carlos Tevez

Em 2005, apesar de existirem vários exemplos de sucesso, jogadores gringos não vingavam tanto quanto hoje.

Principalmente no Corinthians.

E quando o Timão resolveu investir numa jovem promessa do Boca Juniors, a presença de Tevez, um argentino, no clube paulista, causou um reboliço.

Foi bombástico pelo momento do Corinthians, que começou a figurar na primeira prateleira dos clubes brasileiros, principalmente após o Brasileirão de 2005.

Diego Forlán

O melhor jogador da Copa de 2010, quando o Uruguai chegou no 4º lugar depois de 40 anos, Diego Forlán chegou ao Internacional dois anos depois, saindo da Internazionale de Milão.

A negociação foi arrastada por um longo mês, até que a torcida do Inter pudesse receber o uruguaio no clube.

No Colorado, apenas um título gaúcho e nada mais.

Ronaldo

Já na parte final da sua carreira, Ronaldo, o Fenômeno, voltou ao Brasil em 2008, após baixa depois de participar da Copa de 2006 e de problemas em manter o peso.

Mesmo em baixa, foi o suficiente para uma nova alavancada no Corinthians, que havia se afundado na segunda divisão.

Com uma emblemática estreia em que literalmente DESTRUIU o jogo, Ronaldo contribuiu pra o título paulista e da Copa do Brasil em 2009.

Deixou o clube em 2011, mas deixou sua marca como um dos ídolos do Timão.

Roberto Carlos

Um ano depois de Ronaldo chegar no Timão, já em outro patamar no futebol, Roberto Carlos se juntou ao time, atraído pelo projeto da Libertadores de 2010.

Ele não vinha do seu auge do Real Madrid, mas fez boa atuação na Turquia antes de chegar. No Timão, ficou dois anos, mas sem conseguir títulos.

Saiu do Timão pela “porta dos fundos” após eliminação do Corinthians na Libertadores de 2011. Segundo o jogador, por causa de ameaças de “torcedores”.

Rafinha

O Flamengo, que nos últimos anos vem saneando suas contas e contatando grandes nomes para o time, surpreendeu nessa temporada de 2019 com duas contratações impensadas no futebol brasileiro.

Apesar de Rafinha já ter dito há algum tempo que gostaria de jogar no rubronegro, as questões financeiras sempre são um entrave.

E com a saída dele do Bayern de Munique, abriu-se uma das frentes. A outra, a financeira, foi arrumada também, depois de uma arrastada negociação.

A recepção dessa chegada surpreendeu o torcedor e a imprensa, que logo começou a desdenhar da “qualidade” do jogador.

Não sabemos o futuro (só o Pai Rabanada), mas nas suas primeiras partidas pelo Flamengo vem mostrando toda a sua categoria.

Filipe Luís

Se a contratação de Rafinha era impensável há alguns meses, a de Filipe Luis, lateral TITULAR da Seleção, ídolo no Atlético de Madrid e campeão da Copa América era quase um delírio.

Só que, assim como na negociação de Rafinha, tanto a porta do clube quanto a financeira se abriram, juntando a vontade do jogador de atuar no Fla.

Isso tudo depois de muita negociação, inclusive durante a Copa América, quando ele “fazia doce” ao comentar a negociação.

Ele não foi bem na sua estreia, mas promete muito no Flamengo, que fica cada vez mais reforçado.

Seedorf

Em 2012, Seedorf apareceu como uma daquelas negociações malucas da imprensa – tipo Anelka no Galo ou o próprio Seedorf no Corinthians – mas que, graças a discrição da diretoria e com influência da esposa brasileira (e botafoguense), o holandês nascido no Suriname jogou no Glorioso, vencendo propostas da Inglaterra e até do mundo árabe.

E foi uma passagem gloriosa, por assim dizer.

Campeão carioca de 2013, ajudou a colocar o Botafogo novamente numa Libertadores depois de 17 anos.

Após passagem pelo Glorioso, aposentou-se dos gramados, mas andou flertando com o comando de equipe em alguns momentos.

Daniel Alves

De fato, não era esperado que o São Paulo, que estava tentando sair de uma crise esportiva e política, iria trazer um jogador como Daniel Alves para seu elenco.

Principalmente depois do Dani ser eleito o melhor jogador da Copa América de 2019, aqui no Brasil.

Só que, antes do torneio continental, Daniel Alves saiu do PSG e, desde então, tem esquentado a “fila” do desemprego.

Claro, após a grande atuação na Copa América, ele começou a ser sondado por clubes como o Sevilla e o Manchester City.

E parecia que ele iria para a Europa ou China, até que Lugano e Raí apresentaram um projeto para que ele se mantivesse no Brasil até a próxima Copa.

Recebeu a camisa 10. Apesar de não dizer muita coisa, é bem provável que ele jogue mais no meio que na lateral tricolor.

E foi recebido com uma grande festa, poucas vezes vista no nosso futebol.

Vamos ver se o Dani irá trazer a experiência em ganhar títulos de volta ao tricolor…

Romário

Essa dificilmente será batida por qualquer outra contratação brasileira.

Romário acabara de ser campeão mundial de futebol e eleito o Melhor Jogador do Mundo em 1994 (muito por conta da Copa do Mundo), e decidiu sair do Barcelona, onde jogava com Stoichkov – que também se destacou naquele mundial – e era treinado pelo lendário Cruyff.

Quando falamos “decidiu sair” é aquela “forçada de barra”. E para qual clube o Baixinho iria? O FLAMENGO.

Em janeiro de 1995 o mundo vê se concretizar essa transferência (o jogador ainda estava sob contrato com o clube catalão) com surpresa.

Afinal, ele era talvez o jogador mais valorizado do mundo, e quis jogar no futebol sulamericano, no auge da carreira.

Essa foi uma das contratações que a diretoria fez para o ano do Centenário do Mengão.

No Flamengo, o título mais importante dessa época foi o Carioca de 1996, mas ele esteve em campo na final de 1995, onde Renato Gaúcho fez o gol do título do Flu de barriga.

Lembrando que essa é a nossa análise. Você concorda? Quais nomes poderiam ter nessa lista? Comenta aí!

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