10 jogadores-treinadores do futebol mundial

Uma notícia curiosa vem lá do Piauí.

O Cori-Sabbá anunciou seus reforços para o restante da temporada. Nada de mais, certo?

Na lista de novos jogadores do clube, está nada mais, ninguém menos, do que O PRESIDENTE do clube.

Pelo visto aquela média de “o pênalti é tão importante que o presidente do clube que deveria bater” vai acontecer nesse time…

Vendo essa notícia, temos alguns casos de atletas que precisam desempenhar algum cargo dentro e fora de campo. São os “jogadores-treinadores”.

ATENÇÃO: não estamos falando aqui de jogadores que se aposentaram E depois viraram treinadores, ou jogadores que se afastaram do gramado para virarem treinadores e retornaram depois.

O assunto aqui é de jogadores que exerceram a função de treinador AO MESMO TEMPO que jogavam.

Essa experiência de jogador-treinador é mais comum na Inglaterra e outros países do Reino Unido, principalmente em divisões inferiores.

Decidimos escolher os mais famosos e/ou mais bem sucedidos. Vamos a lista:

Kenny Dalglish (Liverpool) 1986-1991

O escocês Kenny Dalglish, chamado de King Kenny, é o caso mais bem sucedido de treinador-jogador do futebol.
Ele assumiu o comando do Liverpool em 1985, aos 34 anos, já como ídolo do clube como jogador.

São dele os últimos títulos de campeão inglês antes do início da Premier League: 1985/86, 1987/88 e 1989/90. Além disso, conquistou a FA Cup em 1986 e em 1989, além da Supercopa da Inglaterra em 1988 e 1989.

Em 1991 deixou o cargo vitorioso para aceitar proposta do pequeno Blackburn Rolvers, abandonando o “jogador”.

Rivaldo (Mogi Mirim) 2015

Rivaldo anunciou a aposentadoria em 2014, enquanto jogava pelo Mogi Mirim.

Em seguida, começou a desempenhar a função de treinador do Sapão.

Porém, em junho de 2015, ele voltou aos gramados e atuou como treinador e jogador do clube do interior paulista.
A relação de Rivaldo com o clube chegou ate a presidência do clube.

Rivaldo chegou a comandar o filho, Rivaldo Júnior, que estava começando a carreira.

Ryan Giggs (Manchester United) 2014

Depois da lendária passagem de Sir Alex Fergusson no comando do United, David Moyes assumiu o cargo, não agradando em nada.

Em abril de 2014, Moyes foi demitido.

O meia galês Ryan Giggs acumulou a função de treinador interino do Manchester United pelas quatro últimas partidas da temporada 2013-14, obtendo 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota.

No fim daquela temporada, anunciou sua aposentadoria, e começou a trabalhar na comissão técnica dos Reds.

Roberto Carlos (Anzhi, 2012; Delhi Dynamos, 2015)

Após deixar o Corinthians, em 2011, chegou no Anzhi, clube russo. No meio da temporada seguinte, acumulou funções como treinador interino no clube.

Pouco tempo depois, deixou as funções “se aposentando” e integrando a direção de futebol do clube.
“Largou a aposentadoria” em 2015, se aventurando no futebol indiano, no Delhi Dynamos, na infame Superliga indiana.

Romário (Vasco, 2007)

O Vasco não ia bem das pernas, e em 2007, após a saída de Valdir Espinosa e fracasso em negociações com Caio Júnior e Roberto Fernandes, o clube anunciou o Romário como treinador para o Campeonato Carioca de 2008.

Sua passagem como jogador e treinador foi bem curta, terminando ainda em fevereiro daquele ano.

Ele argumentou que Eurico Miranda, presidente do Vasco na ocasião, o obrigava a colocar Alan Kardec em campo. Logo, pediu demissão.

Será que ele sentiu a pressão de escalar alguém que jogava na mesma posição que ele?

Samuel Eto’o (Antalyaspor, 2015)

Eto’o figurou durante muito tempo no rol dos melhores jogadores do mundo.

Na sua aventura pela Turquia, assinou com o Antalyaspor em junho de 2015, por três temporadas.

No fim da temporada, o treinador do time foi demitido, e Eto’o assumiu como treinador E jogador, pelo menos interinamente.

Sua passagem pelo clube pode ter sido boa em campo, lutando pela artilharia do Turcão, fora de campo não foi tão bom assim.

Em setembro de 2016 foi afastado do elenco devido a um comentário de teor racista em sua conta no Instagram.

Negou que foi dirigida ao presidente do clube Ali Şafak Öztürk, que o havia criticado por sua baixa performance.

George Weah (Seleção da Libéria, 2000–2002)

Weah foi o primeiro não europeu/americano a ganhar o prêmio de melhor jogador do mundo, em 1995, graças ao grande trabalho no PSG e no Milan.

Mesmo que nunca tenha conseguido conduzir sua seleção a uma Copa, ele é considerado um dos melhores jogadores africanos da história.

Ele teve um momento incomum entre 2000 e 2002, quando foi contratado para treinar a seleção da Libéria, mas ele ainda atuava pelo Olympique de Marselha.

A intenção dos liberianos era de classificar para a Copa do Mundo de 2002, mas por um ponto a Nigéria acabou se classificando.

Weah gostou da experiência de comandar. Entrou na política e agora é o presidente da Libéria.

Edgar Davids (Barnet, 2012–2014)

Davids foi um importante jogador na seleção holandesa, e campeão da Champions com o Ajax.

Estava já no fim de carreira quando aceitou comandar o pequeno Barnet, então na quarta divisão inglesa.

Ele chegou em 2012, e acumulou o cargo de treinador também. No entanto, não foi nada bem.

Rebaixado à quinta divisão inglesa, o treinador Davids teve trabalho para lidar com o jogador Davids. Expulso três vezes em oito jogos, deixou a função de atleta no fim daquela temporada.

Em 2013, decidiu também deixar o comando do clube. É, o jogador Davids fez a caveira do treinador Davids…

Vialli (Chelsea) 1998 – 1999

Vialli é um exemplo bem sucedido de treinador-jogador.

Ele chegou num Chelsea pré-Abramovich em 1996. Em 1998, após a demissão de Ruud Gullit, que também foi seu colega de campo E treinador, Vialli assumiu a dupla função.

E parece que “o novo técnico” fez bem a Vialli – e ao Chelsea: ele marcou 27 gols em 60 jogos.

O time, por sua vez, conquistou Copa da Liga Inglesa, Recopa Europeia e Supercopa Europeia, todas em 1998.

Em 1999, se aposentou dos gramados e ficou 100% como treinador.

Ruud Gullit (Chelsea, 1996–1998)

Um dos grandes jogadores da história da Holanda, campeão da Eurocopa de 1988 e campeão de tudo pelo Milan, o meio-campista jogou no Chelsea em 1996, numa época de vacas magras.

Depois do sucesso na sua primeira temporada na Inglaterra, resolveu aceitar o desafio de também treinar o Chelsea enquanto jogava.

No comando dos Blues, uma FA Cup em 1998, título que tirou o Chelsea de uma de fila de 26 anos.

Ao final da temporada, foi substituído por Vialli e não escondeu a insatisfação, principalmente pelos títulos que o sucessor ganhou: “Construí time vencedor e fui demitido. Gianluca veio, ganhou os troféus e ficou com o crédito”, desabafou.


Deve ter tido climão no vestiário o treinador se escalar, né? Comenta aí!

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