Dos livros para a “vida real”. Hoje, no quadro que destrincha esportes que poderiam muito bem ser olímpicos, vamos mostrar uma modalidade que não é a mesma da ficção, mas também é bem competitiva.
Estou falando do Quadribol!
O Quidditch (ou Quadribol), é um esporte fictício criado nos livros da série Harry Potter, da escritora J. K. Rowling.
O esporte mais popular do universo dos livros (a Copa do Mundo de Quadribol é pano de fundo de um acontecimento importante na série), ele é descrito como um esporte em que os atletas “voam” com suas vassouras mágicas.
Na série, Harry Potter é o apanhador, responsável para pegar o Pomo de Ouro, item que decreta o fim imediato da partida e vitória automática para quem o pegar.
Além do Pomo, o esporte possui outras três bolas: uma Goles e dois Balaços. Quem manipula a Goles é o goleiro e os artilheiros, e os batedores são os responsáveis para manejar os Balaços.

Alguns aspectos do esporte, como uma “história” foram revelados no livro lançado por Rowling em 2001: Quadribol Através dos Tempos.
Nosso objetivo aqui não é falar sobre o esporte nos livros, mas da sua adaptação para nós, os “Trouxas” – quem não é mago, no universo de Potter.
A adaptação
Obviamente, para o esporte virar “real”, alguns fatores precisaram ser mudados ou abandonados.
Tirando a mágica e as vassouras voadoras, o “coração” do esporte ainda está ali.
O jogo “real” mistura queimada, handebol e rugby. Os balaços ficaram menos perigosos – são bolas de queimada – , e o Pomo de Ouro, bem…

Uma pessoa “neutra” ao jogo, vestida de amarelo, tem uma bolinha de tênis dentro de uma meia, pendurada nas suas costas. Sim, esse é o Pomo de Ouro…
Como no objeto da série, o Pomo pode aprontar das suas, “desmontando” o atleta da sua “vassoura” caso ele não consiga pegar a bolinha.
E não espere uma Nimbus para os atletas da vida real. As vassouras nada mais são que os cabos de vassoura que os atletas precisam usar entre as pernas para jogar.
Caso o atleta “caia” de sua vassoura, ele deve retornar a posição inicial (o aro que defende) e, só aí, retornar ao jogo.

Podemos afirmar que o quadribol é um dos poucos esportes realmente “mistos” no mundo, e isso é afirmado na própria regra do jogo.
Para competições internacionais, um time pode ter, no máximo, quatro pessoas de um mesmo gênero em campo ao mesmo tempo.
Afirma Diogo Broda, diretor-presidente da Associação Brasileira de Quadribol (ABRQ):
“Quando vi os vídeos que eles colocaram lá, falei: ‘cara, essa é a coisa mais bizarra e divertida que eu já vi na minha vida, é o esporte mais nerd que tem, eu preciso ver como é isso’. Fui e curti muito, adorei o clima, a ideia do esporte e fui ficando”
A Copa do Mundo de Quadribol “dos trouxas” já teve diversas edições, com o Brasil inclusive disputando. Infelizmente, nossos “pretensos bruxos” não conseguiram o título ainda.
Na última edição, em 2018, o Brasil não mostrou sua mágica, e ficou em 27º lugar, entre 29 seleções.
Os EUA venceram a Bélgica na final, enquanto o Reino Unido ficou com a 3ª colocação.
Fonte
E aí, curtiria jogar o quadribol dos trouxas? Que outro esporte você queria ver em Tóquio? Comenta aí!
Fato Curioso:
Chegamos com mais um esporte que poderia facilmente (ou não) estar na tabela de modalidades dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.
Depois de enveredarmos no universo de Harry Potter com o Quadribol, vamos a mais um um da ficção que empresta um esporte para nossa lista: a Luta de Sabres de Luz!
A arma dos cavaleiros jedi (e também dos Sith) consagrada pelo universo de filmes/desenho/quadrinhos/etc de George Lucas é um dos ícones da cultura pop.
Quem nunca gostaria de duelar pelo destino da galáxia ao lado dos Jedi contra a ameaça do Lado Negro da Força (ou o contrário, se você for seduzido pelo Lado Negro).
Pelo menos, na França, você pode lutar assim - sem o problema de salvar o universo e etc.
Obviamente os duelos da vida real não são tão perigosos a ponto de você precisar usar uma prótese robótica no lugar da mão cortada.
Os "sabres" não são cortantes como as armas dos filmes. São réplicas feitas de policarbonato bem rígido, equipadas com lâmpadas de LED.
Além disso, sensores colocados no sabre emitem sons a cada movimento (sim, aquele barulhinho vvuuuuum está presente).
O "Sabre de Luz" está sob jurisdição da Federação Francesa de Esgrima, sendo considerado uma "arma" da esgrima, como o florete e a espada e o sabre "sem luz".
A federação considerou que esse tipo de combate envolve muito esforço físico, sendo esse reconhecimento importante para incentivar jovens a praticarem uma atividade física.
Os competidores duelam dentro de um círculo marcado no chão, e marcam pontos ao "cortar" uma parte do corpo do oponente.
Regras bem parecidas como o que rege a esgrima.
Mãos rendem um ponto, braços e pernas dão três e cabeça e tronco dão cinco. Vence quem atingir 15 pontos primeiro.
Se a luta demorar, a vitória é de quem pontuar mais em três minutos.
Se houver empate em 10 pontos, a decisão é em "morte súbita", em que o vencedor é aquele que atingir a cabeça ou o tronco do adversário primeiro.
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Você não precisa enfrentar uma batalha de vida ou morte para proteger a galáxia. Basta ir para a França!
Fonte e Fonte
Que esportes você gostaria de ver por aqui? Comenta aí!
Um Comentário em “Esporte que deveriam estar em Tóquio: Quadribol”
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