CSA pode virar clube empresa?

O CSA pode ser mais um clube-empresa no Brasil.

A equipe de Maceió recebeu, na última quarta-feira, uma proposta do grupo chinês Guangzhou (o mesmo que dirige o Guangzhou Evergrande) para “comprar” o azulino.

O presidente do clube, Rafael Tenório, recebeu os investidores em um restaurante de Maceió, e disse a Gazetaweb que sempre quis transformar o CSA em clube-empresa:

“Eu sempre sonhei em tornar o CSA um clube-empresa e, desde segunda-feira, nós recebemos um grupo chinês onde eles estão projetando comprar alguns clubes brasileiros e, sabendo da ascensão do nosso clube, existe o interesse deles na compra”

O time teve uma forte ascensão no futebol brasileiro, depois de amargar a 2ª divisão estadual em 2010, conseguiu 3 acessos no Campeonato Nacional em 3 anos seguidos: 2016 (da Série D para a C), 2017 (da Série C para a B, sendo campeão da terceirona) e 2018 (da Série B para a A).

E essa ascensão – aliado ao fato do CSA estar na elite – animou o grupo chinês a investir no clube:

“O nosso projeto é investir num time brasileiro e a nossa procura foi justamente o CSA por estar disputando a Série A, ou seja, é um caminho mais fácil do que pegar um time na Série B. O nosso projeto é a compra do time ou investimento na marca CSA, como acontece inclusive nas arenas; Allianz Parque é um exemplo”, explicou Antônio Carlos, representante do Guangzhou.

Agora a proposta será analisada no Conselho Deliberativo do clube. Caso o Conselho aprove, o grupo chinês iniciaria a atuar imediatamente no CSA.

Outros clubes-empresa brasileiros

Podemos definir os clubes-empresa como clubes esportivos que, ao invés de serem constituídos juridicamente como uma associação civil sem fins lucrativos, é uma empresa criada com o objetivo de lucro a partir dos esportes.

Alguns clubes no Brasil já aderiram a modalidade:

O União São João de Araras, que figurou na elite em meados da década de 1990, foi oficialmente o primeiro clube-empresa pela lei brasileira.

Os empresários José Mário Pavan e Iko Martins compraram a agremiação em 1994.

O time chegou a venceu a Série B em 1996 mas, hoje, por causa de dívidas e uma desestruturação do clube que culminou no seu rebaixamento vertiginoso no Campeonato Paulista, o União interrompeu suas atividades.

O Centro de Futebol Zico (ou CFZ) foi o primeiro clube brasileiro a ser criado como um clube-empresa (após a publicação da Lei Pelé) em setembro de 1996.

As ações do clube foram divididas entre Zico (95%) e o advogado Antônio Simões da Costa (5%).

Apesar de ter ganhado por duas vezes a 3ª divisão do Rio, e ter contado com apoio do Flamengo em 2010 que cedeu jogadores, em 2011 o CFZ se licenciou das competições, sendo desfiliado em 2014.

O Malutrom S/A foi um clube criado em 1994, mas profissionalizado em 1998 para ser integrado ao pool de empresas do do Grupo J. Malucelli

Como Malutron conseguiu sua maior glória, vencendo a “Série C do Brasileiro 2000”.

Mudou de nome várias vezes (alterando J Malucelli e Corinthians paranaense, em parceria com o time paulista) até a sua extinção em 2017.

O Grêmio Barueri foi criado como um clube da prefeitura municipal em 1989, mas acabou virando clube-empresa em 2006, quando conquistou o acesso à Série B.

Subiu a elite do futebol, mas em virtude de divergências entre os proprietários, passou a mandar jogos em Presidente Prudente, mudando seu nome para Grêmio Prudente.

Nessa fase, chegou até a disputar a Copa Sulamericana.

Após dois rebaixamentos, o clube foi vendido a empresários de Barueri, “voltando pra casa”.

Passou por um período de inatividade entre 2017 e 2018, mas foi reativado no início desse ano, e pretende voltar as atividades em campo no ano que vem.

Caso mais recente, o Red Bull Brasil foi fundado em 2007 na cidade de Campinas, e faz parte do pool de empresas criada pela empresa de energéticos Red Bull, contando com “coirmãos” em Nova Iorque (EUA), Leipzig (ALE) e Salzburg (AUS), na terra natal da Red Bull.

Passou a integrar a Série A1 do Campeonato Paulista em 2015 e disputou a Série D nacional em 2016 e 2017.

Em 2019, a Red Bull resolveu “adquirir” o Bragantino, famoso clube paulista que lançou o treinador Vanderley Luxemburgo no início da década de 1990.

O único que, digamos, pode dizer que tem sucesso é o Tombense.

O clube da cidade mineira de Tombos passou de amador à profissional em 2000, tendo um grupo de empresários no comando.

Disputa a elite do futebol mineiro e conquistou, em 2014, o Campeonato Brasileiro da Série D, o que fez o time mineiro subir de divisão, estando desde então na terceirona.

Existe ainda vários clubes-empresa espalhados pelo país, como o Audax -antigo Pão de Açúcar FC, que tem filiais em SP e RJ – e o Brasília – que virou clube-empresa em 1999.

Fonte.

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