FIFA estuda versão LITE do VAR

O VAR (Sigla em inglês para “Árbitro Assistente de Vídeo“) é a evolução mais recente do futebol que, pelo menos na teoria, deve auxiliar o time de árbitros de campo a elucidar lances mais complicados, que talvez o olho humano não seja capaz de identificar.

A tecnologia, testada e implementada pela FIFA nos seus últimos torneios, e repassada as demais federações mundo a fora, não trouxe a “paz” que se prometia.

Além da controvérsia idiota de “acabar com o futebol”, como se a “malandragem” e as decisões injustas fosse do cerne do esporte bretão, o seu uso – por muitas vezes incorreto, levando a decisões equivocadas de quem opera – ainda causa polêmica mundo á fora.

Uma das mais debatidas é a linha do impedimento.

Em diversos lances que são apresentados na TV, vemos a linha muito esquisita, podendo prejudicar a interpretação do árbitro de campo e dos assistentes de video.

Vendo isso, a FIFA, após reunião do seu Grupo de Trabalho para Excelência em Inovação, decidiu solicitar a empresas de tecnologia formas de melhorar o visual desas linhas no VAR.

As linhas de impedimento “pontilhadas” que são usadas hoje são fortemente criticadas por diversas polêmicas identificadas nos mais importantes campeonatos do mundo.

A ideia da FIFA é fornecer um “conjuntos de dados anônimos” de decisões de impedimento a essas empresas.

Segundo a entidade, três fornecedores já demonstraram interesse em desenvolver uma tecnologia “semiautomática”, que melhoraria o processo de revisão das jogadas de impedimento. A nota da FIFA diz:

“O objetivo desta fase de desenvolvimento é melhorar ainda mais os algoritmos dos sistemas com base em uma coleção de conjuntos de dados de centenas de incidentes de impedimento diferentes”

VAR mais light

Uma outra sugestão do Grupo de Trabalho da FIFA para as empresas de tecnologia é o desenvolvimento de uma “versão light” do Árbitro de Vídeo.

Hoje em dia, todo o equipamento necessário para a implementação da cabine (em campo e remota) tem um custo que certas federações ainda não conseguem bancar sozinhas.

No início da implantação do VAR no Brasileirão, a CBF mandou um migué de que o custo seria dividido entre os clubes, o que claramente gerou revolta.

Esse “VAR light” seria uma tecnologia mais acessível, que onerasse menos quem deseja implantá-lo.

Assim, o VAR poderia ser implementado em todos os níveis do jogo (divisões de acesso, categorias de base, etc), bem como em todos os locais, como nas disputas estaduais.

O Grupo está avaliando os custos e os requisitos mínimos para essa versão do VAR, com ajuda dos dados fornecidos pela UEFA, AFC (Confederação Asiática de Futebol) e FFF (Federação Francesa de Futebol), que já estão tentando implantar versões mais simplificadas.

Com base nas discussões e nos resultados de pesquisas e testes, será feita uma recomendação a IFAB (órgão que rege as regras do futebol).

Fonte

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